Em 1978, ocorreu o lançamento oficial da linha de caminhões LK 141, com novo motor V8 que oferecia 7% a mais de potência e 19% a mais de torque, além de ser de 5% a 7% mais econômico do que o LK 140.
Em agosto do mesmo ano, foi fundada em São Paulo a Assobrasc (Associação Brasileira dos Concessionários Scania S/C), liderada por Emilio Battistella. A função da Assobrasc era fortalecer o relacionamento da rede com a montadora e colaborar com a Scania na solução de problemas de interesse mútuo.
Em 1979, a Rede Globo de Televisão levou ao ar o seriado “Carga Pesada”, em que seus personagens percorriam o Brasil dirigindo um Scania LK 141. O programa obteve sucesso nacional e levou até a casa das pessoas o dia-a-dia dos caminhoneiros brasileiros.
No início dos anos 80, a crise mundial do petróleo fez o Brasil trocar os cafezais pelos canaviais. Neste cenário, a Scania começou a investir num novo projeto chamado de treminhão, um conjunto rodoviário de transporte de carga constituído por um caminhão trator de grande capacidade e dois ou três reboques. O treminhão seria oficialmente introduzido pela Scania no mercado em 1984.
Em 1980, a Scania firmou três grandes contratos: Moçambique com 180 caminhões, Angola com 320 e Portugal com 40 ônibus. Em maio do ano seguinte, a Scania lançou os primeiros caminhões programados de fabricação nacional, chamados de Linha T e R e, com eles, o conceito de sistema modular de produção, com uma variada gama de componentes para cada modelo de veículo.
Era a Série 2, que substituía os já lendários jacarés da linha 111. A letra T indicava um veículo de cabina com capô, nas versões simples ou leito, com diversos opcionais. A linha R, de cabina avançada ou “cara chata”, foi desenvolvida para uma aerodinâmica mais eficaz, objetivando maior economia de combustível e maior velocidade de cruzeiro. As novas cabinas tinham volante ajustável, ar condicionado integral, luzes de leitura, porta revistas, compartimentos para guardar objetos pessoais do motorista e do ajudante, símbolos iluminados no painel de instrumentos e iluminação para os degraus de acesso à cabina.
Em maio de 1982, a Scania lançou o primeiro consórcio brasileiro de caminhões pesados, o Consórcio Nacional Scania. Cada grupo tinha 120 participantes, com a entrega mensal de dois veículos, um por lance e outro por sorteio.
Em 1983, aconteceu o lançamento do primeiro caminhão equipado com motor Intercooler – dispositivo de pós-resfriamento do ar de admissão dos motores turbo-alimentados – que possibilitava de 7% a 9% de redução no consumo de combustível. Em outubro do mesmo ano, a Scania produziu seu veículo nº 50.000 – um caminhão T 142. Surgiu também a nova geração de chassis para ônibus urbano e rodoviário: K 112 (com motor traseiro) e o S 112 (motor dianteiro).
Em 1984, o Conselho de Desenvolvimento Industrial concedeu aprovação oficial para que a Scania introduzisse veículos e motores movidos exclusivamente a álcool no País. A fábrica colocava à disposição do mercado brasileiro motores a álcool na faixa de 200 a 400 HP de potência, que não encontravam similares em qualquer outra parte do mundo. Na área de exportação, a Scania fechou 1984 com vendas em torno de US$ 30 milhões, cerca de 30% a mais do que em 1983, quando registrou US$ 23 milhões.
Em janeiro de 1985, foi inaugurado o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos (SP). A Scania entregou cinco caminhões especiais de combate a incêndio, com canhão de água de 3,5 mil litros por minuto, para a operação no novo aeroporto. Em julho deste ano, o Consórcio Nacional Scania entregou o milésimo veículo, na data em que completou seu terceiro aniversário.
No ano de 1986, a Scania iniciou um plano de investimento de US$ 60 milhões, com o objetivo de elevar de 6 mil para 8 mil veículos a sua capacidade de produção anual. Em abril, a empresa entregou as primeiras unidades do chassi de ônibus K 112 T, para uso rodoviário, equipado com terceiro eixo original da fábrica. O lançamento tinha o objetivo de atender ao crescente mercado de ônibus com carroçarias altas, acima de 3,40 metros de altura, tipo “high-deck”. O ônibus K 112 T passou a responder por cerca de 15% das vendas totais de ônibus da Scania.