Em 1989, o Grupo Saab-Scania vendeu um total de 36.349 caminhões pesados e ônibus em todo o mundo. As vendas da Scania no mercado brasileiro, em 1989, chegaram a 5.449 unidades, o que representou 15% das vendas mundiais do grupo.
Em 1990, ocorreu a alteração na Lei da Balança, com o aumento do limite de peso de cinco para seis toneladas no eixo dianteiro. Com isso, a utilização do Scania “cara-chata” também passou a ser muito interessante, uma vez que este tipo de veículo permitia um efetivo ganho de carga útil. Também em 1990, a Viação Cometa tornou-se a maior frota de ônibus rodoviários da Scania do mundo, totalizando mil veículos.
Em seu 33º aniversário, a Scania do Brasil lançou sua quarta geração de motores diesel para aplicações industriais e marítimas: a linha HT (Hight Technology), com maior potência (até 571 cavalos), e com motores que eram ainda mais econômicos. Foi lançada na mesma época a nova linha de chassis para ônibus: a linha 113 dos ônibus K, KT, S e S articulado, e o caminhão T 112 HK 6x6, com tração nos três eixos e especialmente projetado para trabalhos em praticamente todos os tipos de aplicação “fora-de-estrada”, com carga útil de até 17 toneladas.
No ano em que a empresa comemorou 100 anos de atividades no mundo, 1991, foi produzida uma série especial de 200 caminhões, chamada Jubileum. Foram 170 unidades do modelo “T” e 30 unidades do modelo “R”, todos da linha HW 360, com Intercooler. No decorrer do mesmo ano, uma nova geração de caminhões pesados foi introduzida no mercado, com novos motores, uma nova caixa de mudanças e mais um amplo conjunto de inovações tecnológicas. Eram os caminhões da Linha 113/143, com potências até 450 cavalos, a Série 3.
Em 1992, além de comemorar os 35 anos de Scania no Brasil, foram lançados os motores de baixa emissão e baixo consumo e a primeira suspensão a ar para cabina de caminhão. Outro destaque para a época foi a exportação de caminhões prontos da fábrica no Brasil para a Argentina. No mesmo ano, o Consórcio Nacional Scania completou uma década de existência e já havia entregado aproximadamente 14 mil veículos.
Em março de 1993, saiu da linha de montagem de São Bernardo do Campo o 100.000º Scania brasileiro: um R 113 H 360 azul. No mesmo ano, foi lançado no Brasil o DSI 14 VIP, um motor marítimo especialmente dimensionado para lanchas de alta performance.
Ainda em 1993, houve o lançamento dos modelos T e R 113 e 143, nas versões H 4x2 e E 6x4, com potências de 310, 320, 360 e 450 cavalos e com uma nova cabina, do tipo “Topline”, 22,5 centímetros mais alta que a cabina convencional. A Scania bateu um recorde histórico de vendas de caminhões e ônibus no mercado interno no mês de maio desse mesmo ano, com a comercialização de 680 veículos.
Em 1994, foi criada a estrutura interna da Scania Latin America, com o objetivo de coordenar as atividades industriais, comerciais e administrativas da marca na América Latina.
Em fevereiro de 1995, o Grupo Saab-Scania foi separado, a fim de concentrar as atividades das duas empresas em seus respectivos ramos de negócio, aumentar seu poder de competitividade e ampliar suas perspectivas de crescimento.
No final de maio, a Scania inaugurou em São Bernardo do Campo uma das mais avançadas fábricas de cabinas de caminhões do mundo. A nova unidade, instalada ao lado do pátio de veículos prontos, produziria cabinas para atender as fábricas da marca no Brasil, Argentina e México, além de também fornecer componentes para a Europa.
Um novo serviço foi introduzido pela Scania na área de suporte ao mercado, o “Scania Plus 24”, um atendimento de emergência colocado à disposição dos usuários de veículos Scania 24 horas por dia durante o ano inteiro. E em outubro de 1995, foi apresentado um novo caminhão, denominado P 93, para aplicações de até 33 toneladas.
A partir de 1996, a Scania iniciou um programa de investimento de US$ 300 milhões em suas fábricas na América Latina, para prepará-las para a produção da nova geração de caminhões, que seria lançada dois anos depois, e integrá-las ao processo de globalização da companhia. No mês de junho desse ano, uma linha de produção exclusiva para chassis de ônibus foi inaugurada na fábrica de São Bernardo do Campo. Até então, ônibus e caminhões eram montados na mesma linha.