Enquanto isso, a linha de produção se preparava para o lançamento da linha de veículos Série 4, que aconteceu em fevereiro de 1998. Um mês depois, veio o lançamento regional nas concessionárias. Com mais de 27 mil convidados, o evento foi considerado o maior da história da Scania no País.
Com a chegada dos caminhões e ônibus da Série 4, a montadora trouxe para o Brasil toda a tecnologia e os processos automatizados utilizados na matriz, na Suécia. Por oferecer o mesmo veículo em todos os seus mercados no mundo, a Scania pode exportar componentes de qualquer uma de suas fábricas.
No mesmo ano, surgiu o L 94, primeiro chassi para ônibus rodoviário de piso baixo do mercado nacional. O veículo possibilitava o abaixamento da suspensão até o nível da calçada para o embarque e desembarque. A Scania também foi pioneira em oferecer, com a Série 4, o ônibus rodoviário 8x2, que se destacava devido ao luxo e conforto para o passageiro, na versão de dois andares.
Em 1999, a montadora disponibilizou no mercado brasileiro o motor de 12 litros para aplicação marítima e trouxe para o Brasil o caminhão com tração 8x4, para atender principalmente aos mercados de construção civil e mineração.
Um recorde na história mundial da Scania foi registrado com a venda de 116 chassis de ônibus para a empresa mineira Gontijo, com sede em Belo Horizonte. O volume correspondia, à época, a 10% da produção anual de ônibus da Scania no Brasil.
Para comemorar o novo milênio que se aproximava, foi criada em 2000 a série especial de caminhões “Millenium”, limitada a mil veículos. No mundo, a Scania também produzia seu milionésimo veículo, com componentes produzidos em todas as fábricas da Scania. O motor desse caminhão foi feito no Brasil. Doado à Cruz Vermelha Internacional, o veículo atualmente participa dos programas de ajuda humanitária na África. Nesse mesmo ano, foi lançado o Contrato de Reparo e Manutenção (R&M), uma solução para ajudar o transportador a gerenciar as manutenções de sua frota. Com esse produto, o cliente pode pagar mensalmente direto para a Scania um valor estabelecido por quilômetro rodado. O preço varia conforme as condições de operação e a rota dos caminhões.
Em 2001, a Scania foi a primeira montadora a obter a certificação ISO 9001 versão 2000, e conquistou ainda a certificação OHSAS 18001, de saúde e segurança ocupacional. No mesmo ano, a montadora lançou o Opticruise, o primeiro sistema de troca de marchas automatizado para caminhões pesados do Brasil.
A série especial de caminhões “Horizontes” trouxe de volta a cor laranja, que celebrizou os chamados “jacarés” durante os anos 70 e 80. Limitada a 650 unidades, a série inspirava-se no Scania L 111, que com sua inconfundível cor laranja cativou a simpatia do transportador brasileiro bem no final do chamado “milagre econômico”, na década de 70.
Voltou ao Brasil, ainda em 2001, o motor Scania V8, mas dessa vez eletrônico, com 16 litros e 480 HP de potência. Durante os anos 70 e 80 e o início dos anos 90, os veículos Scania com motor de oito cilindros em V foram os mais potentes do mercado nacional. Por esse motivo, o novo caminhão teve uma série especial batizada de “Rei da Estrada”, comercializada até hoje.
Para impulsionar a venda de caminhões novos, a Scania criou o seu programa de seminovos e usados, o SuperZerado, em 2002, instituindo também uma excelente ferramenta para a renovação da frota nacional.
De janeiro a julho de 2003, os ônibus Scania fizeram do asfalto uma verdadeira passarela. Foi o projeto Ponto a Ponto, que levou toda a linha de ônibus Scania pelas estradas do Brasil, sendo composto por três lançamentos: o ônibus rodoviário equipado com Opticruise; o veículo urbano de 15 metros com piso baixo; e o primeiro ônibus articulado da Série 4.
Chegou ao mercado, em 2004, a família Scania Evolução. Todos os modelos apresentavam motorização eletrônica em conformidade com o Conama P5 (Euro 3) e atendiam às limitações de ruídos em 80 decibéis.
No mesmo ano, foi lançado um novo motor de 9 litros, com componentes produzidos exclusivamente no Brasil e exportados para todas as outras fábricas, incluindo a matriz.
Em novembro, saiu da linha de montagem da Scania o caminhão de número 150.000 produzido no Brasil, um modelo R 420 4x2, de cor prata. O número de 50 mil caminhões Scania produzidos no Brasil foi atingido em 1986. Para essa marca foram necessários 29 anos, de 1957 a 1986. Apenas dez anos mais tarde, a marca de 100 mil caminhões foi alcançada. O terceiro lote de 50 mil caminhões foi produzido entre 1996 e 2004, em um intervalo de oito anos.
Ao longo de 2005, a Scania desenvolveu a campanha “Educação para a Segurança”. As ações incluíam peças publicitárias, um seminário de transporte e segurança e a competição “Melhor Motorista de Caminhão do Brasil”, voltada para a segurança nas estradas e à valorização do motorista de caminhão. A competição envolveu cerca de 12 mil motoristas de todo o País e um público aproximado de oito mil pessoas.
Com cavalos-mecânicos de 270, 310, 340, 380, 420 e 480 HP de potência e caminhões rígidos de 230, 270 e 420 HP de potência, a família de veículos eletrônicos Evolução tornou-se, em 2005, a linha mais completa da história da Scania no Brasil.
No dia 2 de fevereiro de 2006, partiu da fábrica de São Bernardo para todo o Brasil a caravana do Time dos Sonhos, formada por 15 ônibus rodoviários da Scania. A idéia era comprovar que a linha compunha o time dos sonhos do transporte de passageiros no País. Como destaque, estava o ônibus da seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo na França.
Chega o ano de 2007 e com ele o cinqüentenário da Scania no Brasil. A montadora iniciou as comemorações com o lançamento de uma série exclusiva de caminhões, a Silver Line. Todos os veículos, cavalos-mecânicos do modelo R 420, contam com itens exclusivos, originais de fábrica. Em maio, a Scania anunciou a realização de testes com um ônibus movido a álcool na cidade de São Paulo, como parte de um programa mundial de divulgação da viabilidade desse combustível alternativo.