Rei Da Strada 1 www.scania.com.br No 4/2008 • SCAN NIA REI DA ESTRADA 1 Lançamento Série KLançamento Série K Eu voude ônibus #134 VEÍCULOS | SERVIÇOS | TENDÊNCIAS NO 4/2008 WWW.SCANIA.COM.BR FINANCIAMENTOPARCERIA COM BNDES FACILITA COMPRA DE PEÇAS Pág. 28 SÉRIE ESPECIALPROCURAM-SE MOTORISTASQUALIFICADOS Pág. 16 Motor V8 A história de uma lenda Pág. 19 REI DA ESTRADA #134#134#134
Rei Da Strada Page 2 2 SCANIA REI DA ESTRADA • No 4/2008 www.scania.com.br Agosto/Setembro e Outubro 2008 8 2615 30 4 Notícias da Scania 8 Reportagem de Capa Chegam ao Brasil os novos chassis de ônibus da Série K 12 Cliente Luis Cláudio Parente conduz a empresa carioca Venustur há 30 anos 14 Educação para a Segurança Scania e Vale promovem a competição “Melhor Motorista de Caminhão de Minério” 15 Motorista Centronor (Centro de Treinamento de Motoristas da Região Nordeste do Rio Grande do Sul) recebe caminhão Scania 16 Série Especial Falta de motoristas qualificados é principal motivo para carência de mão-de-obra 19 História Motor V8 vem conquistando fãs de todo o mundo desde os anos 60 22 Segmento Cegonheiros crescem com o aumento da venda de veículos zero-quilômetro 24 Sustentabilidade Veículos híbridos são alternativa na preservação do meio ambiente 26 Economia Manutenção correta dos caminhões reduz tempo de oficina e otimiza disponibilidade da frota ÍNDICE Scania Rei da Estrada No 134
Rei Da Strada Page 3 www.scania.com.br No 4/2008 • • SCANIA REI DA ESTRADA 3 Ônibus é lugar de gente “Tivemos o cuidado de desenvolver produtos que, além de tecnologia de ponta, pudessem oferecer o que há de melhor também para aqueles que dia-a-dia contam com o ônibus”. SEGURANÇA, CONFORTO E ECONOMIA. Foi um longo cami- nho entre pesquisas e testes para reunir esses e os demais atributos dos novos chassis para ônibus rodoviários e urbanos da Scania: a Série K. A linha, que chega ao Brasil a partir de novembro, vem com evoluções em diversos itens. Cada um deles projetado especialmen- te para proporcionar custos reduzidos ao operador e mais benefícios aos passageiros e motoristas. São seis chassis urbanos e oito rodoviários equipados com recur- sos tecnológicos, como o EBS (Electronic Brake System) - que distri- bui a frenagem por igual entre todas as rodas-, e o ELC (Elec- tronic Level Control) - um excelente sistema de proteção contra tombamentos que também possui a função de ajoelhamento, o que permite abaixar o ônibus para facilitar o embarque e o desembarque de passageiros -, entre outras novidades que serão apresentadas na matéria de capa desta edição da Rei da Estrada. Em cada detalhe, o operador irá comprovar que pode contar com os chassis Scania para oferecer serviços de qualidade inquestionável aos passageiros e um ambiente de trabalho com mais ergonomia e praticidade ao motorista. Aliás, durante todo o processo, tivemos o cuidado de desenvolver produtos que, além de tecnologia de ponta, pudessem oferecer o que há de melhor também para aqueles que dia-a-dia contam com o ônibus, rodo- viário ou urbano, para tocar as suas vidas, para ir ao trabalho, ou à escola, para passear, encontrar parentes distantes, ou para rever os amigos. São tantos os motivos que levam alguém a utilizar o ônibus, que é praticamente impossível listar todos. Entretanto, citar alguns deles é suficiente para mensurarmos a importância desse meio de transporte na vida de todos nós. Sem esquecer daqueles que têm no ônibus a sua prin- cipal fonte de renda, o que inclui desde o motorista ao dono da frota. Foi justamente por saber o quanto o ônibus é indispensável que a Série K foi desenvolvida pela Scania para tornar a vida das pessoas dentro deles ainda mais simples e prazerosa. Afinal, ônibus é lugar para todos, ônibus é lugar de gente. E se depender da Scania, de gente feliz e satisfeita. 28 Crédito Scania e BNDES lançam primeiro cartão de crédito para financiamento de peças e motores para empresas 29 100 Casas Rede Scania comemora inauguração da 100ª Casa no Brasil 30 Mobilidade Scania lança ônibus 8x2 articulado na Linha Verde de Curitiba 32 Novidade Ônibus híbridos começam a rodar na Suécia com sistema silencioso 34 Opinião Cláudio de Senna Frederico fala sobre a viabilidade dos ônibus no transporte urbano e rodoviário de passageiros 35 Casas Scania8 Scania Rei da Estrada Scania Rei da Estrada é uma publicação sobre veículos, serviços e tendências dirigida ao transportador. Scania Vendas e Serviços Unidade de Negócios Brasil Telefone E-mail Fax 11 4344-9666 marketing.br@scania.com 11 4344-9036 www.scania.com.br Editora-chefe Renata Nascimento (Mtb 45640) Conselho Editorial Christopher Podgorski, João Miguel Capussi e Valdir A. Merlini Coordenação Ana Paula Bizarro Redação Rai Comunicação Revisão Vicente dos Anjos Design Gráfico / Diagramação Technoart Impressão / Tiragem Margraf Edit. e Ind. Gráfica / 43.200 unidades A Rei da Estrada é uma revista para fins informativos. As opiniões expressas em seu conteúdo não são necessariamente as mesmas da Scania Brasil. É autorizada a publicação de qualquer material editorial, desde que citada a fonte. Filiada à ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Correspondências: Av. José Odorizzi, 151 - São Bernardo do Campo (SP) - CEP 09810-902 Editorial Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil
Rei Da Strada Page 4 4 SCANIA REI DA ESTRADA • No 4/2008 www.scania.com.br Fotos: Divulgação Notícias da Scania Família Scania é premiada No dia 15 de setembro, o Consórcio Scania Brasil recebeu o prêmio Top de Marketing da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) pelo case Família Scania. Acompanhado da diretoria do Consórcio Scania, Antonio Carlos da Rocha, diretor geral da empresa, recebeu o troféu. A Família Scania é um programa de relacionamento com os clientes do consórcio. Quem adquire uma cota ganha uma viagem com direito a acompanhante. Neste ano, já foram feitas viagens para Portugal e Chile e está progra- mado para dezembro um cruzeiro no navio Costa Mágica pelo litoral brasileiro. Até hoje, 22 mil pessoas participa- ram das viagens. Entre julho e outubro de 2008, a Scania entregou dez caminhões especialmente adaptados para o combate a incêndios nas refi narias da Petrobrás de todo o Brasil. Os veículos, modelos R 420 e R 580, este com motor V8, estão equipados com freio auxiliar Retarder e câmbio automatizado Opticruise. Além disso, a capacidade da cabine foi adaptada para transportar cinco passa- geiros e equipamentos. Scania entrega caminhões de combate a incêndio para a Petrobrás “A venda desses caminhões comprova mais uma vez a efi ciência da Scania no segmento de veículos especiais de combate a incêndios. Nossos motores possuem a potência necessária para o acionamento da bomba de alta vazão de água”, revela Roberto Leoncini, diretor de Vendas de Veículos da Scania no Brasil. Em outubro, foram produzidas mais três unidades do modelo R 580, com previsão de entrega para o início de 2009. Calypso roda de Scania Em 18 de setembro, Cledvan Almeida Farias, o Chimbinha da Banda Calypso, assinou o contrato de aquisição de um ônibus nas dependências da Scania, em São Bernardo do Campo (SP). O veículo, modelo K 420 8x2, terá dois an- dares e será equipado com freio auxiliar Retarder, câmbio automatizado Opticruise, controle de tração e computador de bordo. O ônibus terá 30 leitos e transportará todos os músicos da banda pelo Brasil e América Latina. “Sempre compramos os ônibus da Scania, esta já é a quarta aquisi- ção da marca. Os motores não dão problema e os ônibus são os mais seguros do mercado”, afirma o músico que diz ser a Scania a marca preferida de seu motorista. “A opinião dele é a mais importante na hora da compra”, relata. Na ocasião, Chimbinha visitou a fábrica da montadora e acompanhou de perto a produção de um chassi de ônibus. A entrega do veículo está prevista para o início de dezembro. Representantes do Consórcio e da Scania recebem as homenagens
Rei Da Strada Page 5 www.scania.com.br No 4/2008 • • SCANIA REI DA ESTRADA 5 Finalistas do MMCB realizam treinamento na fábrica Os doze finalistas da “Competição Melhor Motorista de Caminhão do Brasil”, realizada pela Scania no primeiro semestre deste ano, participaram do treinamento Master Driver nas dependências da fábrica da montadora, em São Bernardo do Campo (SP), entre 28 e 31 de julho. O Master Driver auxilia na condução ideal do veículo e a obter melhor desempenho do produto. Entre os benefícios, estão a diminuição no consumo de combustível, do desgaste de pneus e maiores intervalos de manutenção. O curso já treinou mais de 11 mil condutores e visa à segurança e à responsabilidade do motorista no volante. “As empresas precisam treinar os motoristas ou ficarão para trás. Um motorista treinado zela pela segurança e promove economia”, afirma Roberto Octaviani, vencedor da competição. Em agosto, Christopher Podgorski, diretor geral da Scania no Brasil, e Osni Roman, diretor superinten- dente da Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte), firmaram acordo para a abertura do primeiro centro de capacitação para motoristas de caminhão em São Paulo. As obras devem iniciar até o final de 2008 às margens da Rodovia Castelo Branco, na cidade de Mairinque (SP). A Scania vai ceder 15 cavalos mecânicos à fundação, que já trabalha com 15 caminhões da montadora. Salete Marisa Argenton, gerente de extensão e parcerias da Fabet, diz que faltam aproximadamente 90 mil motoristas qualificados no mercado. “Há cerca de 130 mil transportadoras no Brasil e 2,1 milhões de veículos de carga transitando pelas rodovias brasileiras que geram em torno de 5 milhões de empregos diretos”, relata. A unidade paulista da Fabet terá ca- pacidade para atender 240 profis- sionais por mês. No futuro, a Fabet pretende oferecer em São Paulo cursos técnicos profissionalizantes de nível médio, superiores na área de tecnologia e de pós-graduação. Sediada em Concórdia (SC), já ca- pacitou mais de 20 mil profissionais da área de transporte rodoviário. Fabet em São Paulo A Scania foi a única montadora de caminhões a participar da pri- meira edição da Automec Pesados & Comerciais, feira internacional especializada em peças, equipa- mentos e serviços para veículos. Realizada entre 7 e 11 de outubro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi (SP), a feira contou com 300 expositores. A marca enfatizou o programa Scania Tudo Por Você, mostrando a variedade de seu portfólio de ser- viços. “A Automec é uma ferramenta importante para aumentar nossa gama de fornecedores. Queremos mostrar que não somos os melhores apenas como fabricantes de pro- dutos, mas também como fornece- dores de serviços”, afirma Evaldo Valero, gerente executivo de Vendas de Serviço da Scania no Brasil. Scania participa da Automec Scania no Congresso SAE Brasil Entre os dias 7 e 9 de outubro, foi realizado na cidade de São Paulo, o 17º Con- gresso SAE Brasil. Durante três dias, a feira reuniu, mais uma vez, profissionais e acadêmicos do setor da Mobilidade. Desde 1992, o Congresso é o maior evento de Tecnologia da Mobilidade do Hemisfério Sul. Antonio Celso Mendonça, gerente de Engenharia de Vendas da Scania no Brasil, participou de um fórum sobre os custos e benefícios da globalização para veículos comerciais. “Atualmente, as montadoras podem oferecer os mesmos veículos com o mesmo grau tecnológico em qualquer parte do mundo, graças à globalização dos projetos”, revela. A SAE Brasil possui mais de 4 mil associados e 11 seções regionais distribuídas em várias regiões do Brasil, tornando-se a mais importante sociedade de engenharia de mobilidade do País.
Rei Da Strada Page 6 6 SCANIA REI DA ESTRADA • No 4/2008 www.scania.com.br Notícias da Scania Em 14 de outubro, a Assobrasc (Associação Brasileira dos Concessionários Scania) comple- tou 30 anos de existência. Fundada por Emilio Fiorentino Battistella, reunia 25 concessioná- rios associados na época, sendo que poucos tinham filiais. A Assobrasc passou a trabalhar em parceria com a Scania, tendo como meta principal a excelência nos serviços prestados pela Rede de Conces- sionárias Scania. “Por meio do cooperativismo, conseguimos que todas as unidades fossem treinadas para isso”, conta Eriodes Battistella, presidente da Assobrasc. O aniversário foi comemorado com um jantar de confraternização para representantes dos associados. Durante o evento, Christopher Podgorski, diretor geral da Scania no Brasil, en- tregou um troféu comemorativo para Battistella. A associação acumula conquistas como a criação do Consórcio Nacional Scania e outras melhorias nos campos de serviços, infra-estru- tura e capacitação. Hoje, conta com 17 grupos empresariais e 100 Casas Scania espalhadas pelo Brasil. Mais 21 caminhõesem Manaus Até outubro, a Supermac, Casa Scania localizada em Manaus (AM), entregou 21 caminhões para a Expresso Ocidental, empresa da região especia- lizada na logística e transporte de produtos da Zona Franca de Manaus. Os veículos, todos do modelo G 380 4x2, atuarão também no transpor- te de alimentos de outros Estados para o Ama- zonas. Com a compra, a frota da transportadora totaliza agora 57 cavalos mecânicos Scania. João Batista Marques, diretor de Assuntos Ins- titucionais da Expresso Ocidental, comenta que os caminhões Scania são os que melhor atendem às necessidades da empresa. “Temos muito que crescer junto com o País e com o Amazonas que, nos últimos anos, vem crescendo acima da média nacional, pois nossas indústrias estão moderni- zadas e competitivas. Os caminhões da marca estão alinhados com essa realidade”, revela. Melhor Motorista compra caminhão Scania No dia 26 de setembro, a Scania vendeu um caminhão seminovo para Roberto César Octaviani, vencedor da competição Melhor Motorista de Caminhão do Brasil 2007/2008. O veículo, modelo R 420 4x2, foi fabricado em 2005 e fazia parte do Programa SuperZerado. “Desde que eu comecei a trabalhar com caminhão, o meu sonho sempre foi ter um veículo próprio. Foi muito gratificante con- seguir alcançar essa meta, ainda mais com um caminhão tão bem conservado”, declara o paulista, natural da cidade de Osvaldo Cruz. O caminhão foi classificado pelo Programa SuperZerado como Premium 180 (até cinco anos de uso), e passou por uma revisão completa de mais de 140 itens, além de receber todos os pneus novos e garantia de 180 dias a partir da data da compra, cobertos pelo atendimento de emergência 24 horas do Scania Assistance. Além disso, o veîcu- lo ganhou pintura e decoração alusivas à competição. ASSOBRASC COMEMORA 30 ANOS Cegonheiros são destaque em São Bernardo Entre os dias 25 e 27 de setembro, a Scania partici- pou da Feira de Transporte do ABC. O evento foi re- alizado na cidade de São Bernardo do Campo (SP), e destacou um dos principais segmentos da região, o dos cegonheiros (veja matéria na página 22). Ao todo, foram vendidos 53 veículos e sete cotas do Consórcio Scania Brasil só para o segmento, que representa cerca de 14% do volume de vendas da Codema, Casa Scania responsável pelo atendimento no município de maior concentração da categoria. Os modelos mais procurados pelos compradores, com 41 caminhões vendidos, foram o G 420 4x2 e o G 380 4x2. “A feira foi importante para a Scania e a Codema não só pelo volume de vendas, mas também pela comercialização de um caminhão R 470 6x2 com suspensão a ar, o primeiro deste modelo a circular como cegonheiro”, destaca Maurício de Miranda, gerente de Vendas de Veículos Novos da Codema.
Rei Da Strada Page 7 www.scania.com.br No 4/2008 • • SCANIA REI DA ESTRADA 7 Fotos: Divulgação A Scania esteve presente nos Jogos Olímpicos de Pequim patrocinando o judô brasileiro, que conquistou as três primeiras medalhas para o País. No dia 11 de agosto, os judocas Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros ganharam o bronze na categoria peso-leve. No dia seguinte, foi a vez de Tiago Camilo levar a medalha na categoria meio-médio. Durante os treinamentos no Brasil, toda a delegação foi transportada por um ônibus cedido pela Scania para a Confederação Brasileira de Judô em regime de comodato. O veículo, modelo K 380 6x2, possui todo o conforto necessário para os atletas, graças a equipamentos como aparelho de DVD, três monitores rebatíveis de 15” com tela plana, geladeira e ar-condicionado. Ao todo, o Brasil conquistou 15 medalhas durante as duas semanas dos Jogos Olímpicos em Pequim, sendo 3 de ouro, 4 de prata e 8 de bronze. O País ficou em 23º lugar na classificação geral. Scania e judô nos Jogos Olímpicos Depois de mais de seis meses de trabalhos, as carretas entregues em abril pela Scania para o Hospital do Câncer de Barretos apre- sentam bons resultados. Um dos veículos, com atuação nos Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Minas Gerais, Goiás e Tocan- tins, já realizou mais de 300 cirurgias e 3.500 exames, divididos entre prevenção de câncer de colo do útero, próstata e pele. A outra carreta, dedicada à prevenção do câncer de mama, registrou quase 2.000 exa- Carretas completam 6 meses na prevenção ao câncer mes feitos só no mês de agosto. O caminhão atenderá mais de 71 municípios do Estado de São Paulo. Os cavalos mecânicos são do modelo R Highline 420 6x2 e estão equipados com caixa de câmbio automatizada Scania Opti- cruise e suspensão a ar, opcionais que au- xiliam na conservação dos equipamentos. O Hospital do Câncer recebe 11 mil novos casos de câncer por ano e realiza mais de 2.500 atendimentos por dia. Maior cotista de ônibus A Catedral Turismo, empresa com sede em Brasília (DF) especializada no transporte turístico e fretamento, é a maior cotista de ônibus do Consórcio Scania Brasil. Ao todo, já foram adquiridas 25 cotas ao longo de mais de dez anos de parceria. Só em 2008, a empresa comprou nove chassis Scania, sendo sete deles via Consórcio. A Catedral Turismo iniciou suas atividades em 1985 transportando feirantes de Brasília para fazerem compras em São Paulo. Alguns anos depois, começou a atender outras cida- des, como Petrópolis, Belo Horizonte e Goiâ- nia. Hoje, seu mercado de atuação vai desde um city tour até viagens por todo o Brasil e América do Sul. Notícias on-line As principais notícias da Scania também podem ser acompanhadas por meio do site www.scania.com.br. O portal, que é atuali- zado a cada novidade da montadora, está passando por reestruturações e melhorias para facilitar o acesso às principais informa- ções do setor de transportes. Um dos desta- ques é o novo conteúdo da página dedicada ao portfólio de serviços, onde o internauta poderá encontrar mais detalhes a respeito das soluções oferecidas pela Scania para ajudar no dia-a-dia do transportador. scania.com.brwww.
Rei Da Strada Page 8 8 SCANIA REI DA ESTRADA • No 4/2008 www.scania.com.br Reportagem de Capa Texto: Renata Cavalcante Fotos: Mônica Zanon e J. Henrique Lorca Ilustração: Technoart Série K chega ao Brasil com tecnologia aplicada à economia de combustível, conforto e segurança, proporcionando produtividade ao motorista, satisfação aos passageiros e rentabilidade ao transportador. N O COMEÇO DE NOVEMBRO, duran- te a Fetransrio - Feira Rio Transportes -, a Scania apre- senta ao público a Série K, uma nova linha de ônibus composta por seis modelos de chassis urbanos e oito rodoviários. Os veículos trazem novidades tecnológicas pensadas pela montadora para proporcionar disponibilidade do veículo, segurança e conforto para motoristas e pas- sageiros e rentabilidade ao transportador. Wilson Pereira, gerente executivo de Ven- das de Ônibus da Scania no Brasil, afirma que os clientes brasileiros terão à disposição aquilo que há de mais moderno no mundo em termos de ônibus “A Série K disponibi- liza uma família de produtos preparados especialmente para os mercados brasileiros e latino-americanos. Os chassis podem ser personalizados de acordo com a necessida- de de transporte, rodoviário ou urbano, nas mais diversas condições de operação”, diz. Segundo Pereira, o produto final lança- do aqui possui o mesmo nível tecnológico existente no mercado europeu. Testados no Brasil durante dois anos, alguns dos ônibus Série K rodaram mais de 300 mil quilôme- tros antes do lançamento. Marcelo Montanha de Oliveira, gerente de Buses and Coaches da Scania Latin America, diz que a Série K foi concebida sob o conceito de melhoria contínua. “Não se trata de uma revolução, e sim da evolução da linha de pro- dutos atual”. O gerente explica que a filosofia leva em conta todo o conhecimento adqui- rido pela montadora nos últimos anos, com atualizações técnicas e introduções de novos equipamentos fundamentais para o conforto e segurança dos passageiros e do condutor. Pereira conta que a intenção é fazer com que o passageiro e o motorista reconhe- çam que estão viajando sobre um chassi da Scania “No final quem ganha é o trans- portador, já que motoristas submetidos às melhores condições de trabalho produ- zem mais e dirigem com mais segurança e passageiros satisfeitos voltam a viajar com a mesma empresa em outras ocasiões”. Na Série K, a interação de todas as uni- dades de comandos eletrônicas dos novos chassis é realizada pela CAN (Computer Aided Network). “A comunicação entre os componentes é possível graças a esta rede digital. Ela permite que diversos sistemas do veículo trabalhem em perfeita sinergia, com alto grau de confiabilidade”, afirma Oliveira. Já o gerenciamento dos sistemas e a pro- gramação das funções fica a cargo da nova ferramenta SDP3 (Scania Diagnos & Pro- grammer 3), um software que possibilita o diagnóstico avançado e a configuração de uma infinidade de ações , que vão desde a simples detecção de lâmpadas queima- das, até ajustes mais detalhados de funções, como o ajoelhamento da suspensão. Um A evoluçãoem cadadetalhe
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Rei Da Strada Page 10 10 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br Reportagem de Capa diagnóstico básico também pode ser reali- zado por meio da tela existente no painel de instrumentos. Os recursos de diagnósti- cos fazem com que os intervalos de parada sejam reduzidos, aumentando a disponibili- dade do veículo. A configuração inicial dos diversos siste- mas eletrônicos é garantida pelo processo de revisão e ajustes BBMQA (Bus Builder Manual Quality Assurance), pelo qual passa cada um dos ônibus antes de sair do fabri- cante da carroceria. As condições de terreno, dirigibilidade e tipo de transporte exigem soluções custo- mizadas. Oliveira afirma que cada detalhe de variados tipos de operação foram leva- dos em conta para garantir a segurança “Os freios podem ser convencionais a tambor, ou a disco para os ônibus que enfrentam descidas prolongadas e condições de frena- gens mais severas”. A novidade em relação aos freios é o EBS (Electronic Brake System) em que o coman- do pneumático, a partir do pedal de freio, é substituído por sinais elétricos, além disso, os freios em cada uma das rodas são conti- nuamente ajustados por meio de pressão de ar controlada eletronicamente. “Com isso, o EBS oferece excelente resposta em qualquer condição, aumento da capacidade de frena- gem e segurança otimizada especialmente em piso escorregadio”, explica André Rodrigues, responsável por introdução de mercado para ônibus da Scania Latin America. Para veículos com freio a disco equi- pados com EBS, a Série K disponibiliza a tec- nologia ESP (Electronic Stability Program), que por meio de inúmeros sensores, detecta possíveis diferenças entre o comando do motorista e o movimento efetivo do veículo. “Numa situação mais crítica, o sistema auxi- lia o motorista a manter o ônibus na trajetó- ria desejada”, conta Rodrigues. Outra função proporcionada pelo EBS é a parada automática em aclive em que o sistema aplica automaticamente os freios evitando que o ônibus desça no intervalo entre o motorista tirar o pé do freio e acionar o acelerador. O conforto é garantido pelo ELC (Eletro- nic Level Control), disponível para todos os chassis da Série K, que controla a suspen- são a ar, mantendo o veículo em um mesmo nível, reduzindo o impacto das imperfeições do pavimento para os usuários. Com o ELC as funções de elevação e abai- xamento total da suspensão são otimiza- das com respostas mais rápidas. A função de ajoelhamento permite que o ônibus seja abaixado parcialmente para facilitar embar- que e desembarque. “O veículo fica mais acessível para usuários de cadeiras de rodas e pessoas com dificuldade de locomoção, como idosos e gestantes”, diz Rodrigues. É possível, ainda, monitorar continu- amente o peso de balança do veículo por meio da tela do computador de bordo no painel do motorista, informação útil para evitar excessos de pesos nos eixos e para orientar uma melhor distribuição de carga nos bagageiros. Os chassis da Série K possuem motores de 9, 11 e 12 litros, com potências de 230, 270, 310, 340, 380 e 420 cavalos. Para o modelo K 420, está disponível a nova caixa GR875R, de oito velocidades e freio auxiliar Scania Retarder integrado.
Rei Da Strada Page 11 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 11 Viagem ao mundo do ônibus A palavra ônibus vem do latim omnibus, que significa para todos. O conceito surgiu como transporte público na França, em 1826, por obra de Stanislav Baudry. Dois anos depois, o criador fundou o primeiro serviço de transporte coletivo moderno do mundo, a empresa Entre- prise Générale des Omnibus, em Paris. Os ônibus só chegaram ao Brasil no século XX. O primeiro veículo Scania que ingressou ao País foi um ônibus. Em 1948 uma empresa carioca importou um ônibus Scania modelo B 21 V. No ano seguinte, a mesma empresa trouxe o primeiro caminhão da marca. Em 1963 foram lançados os ônibus B 76, com direção hidráulica, um motor de 195 cv e freio motor. Em 1972 chega o ônibus BR 115. Os destaques da Scania, em 1978, foram os ônibus articulados, urbano e rodoviário. Em 1983, os ônibus Scania evoluíam para a Série 2, com o lançamento de uma nova geração de chassis: o K 112, com motor traseiro, e o S 112, com motor dianteiro. Em 1990 chega ao mercado a Série 3, com o K 113. Oito anos depois vem a Série 4, com os primeiros ônibus de piso baixo, com ênfase no conforto dos passageiros e na acessibi- lidade. O conceito, ainda desconhecido no Brasil, possibilitava o abaixamento da sus- pensão ao nível da calçada. Em 2003 o projeto Ponto a Ponto leva toda a linha de ônibus Scania para diversas cidades do País, exibindo três lançamentos: o ônibus rodoviário com Optcruise; o veículo de 15 metros com piso baixo e o primeiro articulado da Série 4. Nesse mesmo ano, o Brasil passa de 40 para 10 maior mercado de chassi de ôni- bus da Scania no mundo. E em 2006 a Scania completa seu time de ônibus rodoviários com o lançamento dos modelos K 340 e K 380. Dois anos depois, a Scania apresenta a Série K, com inovações tecnológicas voltadas ao conforto e à segurança dos motoristas e pas- sageiros e à rentabilidade do operador. Os novos motores, com elevado torque desde as mais baixas rotações, associados aos sistemas eletrônicos que aperfeiçoam o aproveitamento de energia no veículo, como por exemplo o APS (Air Processing System), aumentam ainda mais a já reconhecida eco- nomia de combustível dos chassis Scania. Para os ônibus Rodoviários, o sistema de câmbio de marchas, além do “Comfort Shift”, possui a opção de troca de marchas automatizada Optricruise em nova versão, mais moderna e com programa otimizado para passagens de marchas mais rápidas, precisas e suaves, resultando também em menor consumo de combustível. Para ônibus urbanos, está disponível uma nova geração de caixas de câmbio automáti- ca de 5 ou 6 velocidades. Ergonomia: O caminho para a produtividade A Série K foi desenvolvida para propor- cionar melhores condições de trabalho ao motorista. O novo painel de instrumentos, por exemplo, é mais moderno e interativo. O computador de bordo integrado forne- ce informações importantes referentes ao desempenho e funcionamento do veículo. “Toda a área do motorista foi pensada para que ele tenha excelente ergonomia e sinta que está dirigindo um autêntico Scania”, explica Oliveira. Os comandos favorecem a interface com o condutor, desenhados e posicionados na forma mais cômoda e segura possível. Uma nova alavanca multifuncional concentra os controles do Opticruise e Retarder num úni- co ponto, tornando a condução muito mais agradável e precisa. Também para garantir mais conforto e segurança, os veículos da Série K são equipa- dos com pedais suspensos com alturas dife- renciadas e projetados para que o motorista sempre utilize a musculatura ideal das pernas. Oliveira afirma que tudo foi desenvolvi- do dentro do melhor conceito ergonômico. “Criamos condições para o motorista a fim de aumentar sua produtividade e eficiência, o que se traduz em conforto e segurança para os passageiros e maior economia e rentabili- dade para as empresas” encerra.
Rei Da Strada Page 12 12 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br A VENUSTUR, DE PROPRIEDADE DO CARIOCA Luiz Claudio Parente, 39, é uma das maiores empresas de fretamento executivo do Rio de Janeiro. Com uma frota atual de cerca de 70 ônibus, é detentora de um dos maiores contratos de transportes de condo- mínios, com 30 veículos que fazem a linha Barra da Tijuca – Centro. A empresa mantém média de oito mil passageiros por dia, além de possuir uma frota específica para o trans- porte turístico. No entanto, o sucesso não apareceu de um dia para o outro. A recupe- ração da empresa se deve ao esforço de seu proprietário, que recuperou o patrimônio que já havia pertencido à sua família e trans- formou a Venustur no que ela é hoje. Parente nasceu em uma família ligada ao ramo de educação. Com o crescimento da demanda por transporte escolar no colégio da família, seu pai criou a Venustur em 1978. “Até a nossa iniciação nos transportes, eu trabalhava como administrador na escola”, conta. Com o surgimento da transportado- ra, Parente se interessou pelo segmento de transportes, mas conta que era muito garo- to e não tinha experiência para tocar uma empresa. Em 1984, a família vendeu a Venus- tur e Parente voltou a trabalhar somente com a área de educação, mesmo assim não esqueceu a empresa. Em 1995, o destino colocou a Venustur novamente no caminho do empresário. Parente estava à procura de carros usados, acabou encontrando uma pessoa interes- sada em vender uma empresa de transporte escolar, desativada, que carecia de investi- mento financeiro e empenho profissional. Para a surpresa do empresário, a tal organi- zação era aquela mesma que transportava as crianças que estudavam no colégio da famí- lia e pela qual ele tanto se interessou quan- do garoto. “Quando ele falou o nome da empresa, eu disse que nem precisava falar o Negócio de família preço e comprei na hora”, lembra o empre- sário. Segundo ele, o passado e a história do nome Venustur vieram à tona com esse reen- contro, e a necessidade de fazer algo pelo patrimônio de sua família tomou conta de seus interesses. Assim, Parente investiu de forma séria e maciça para reer- guer a transportadora. Para reestruturar a empre- sa, precisou de muito trabalho e também da ajuda financeira de seu pai, que ficou feliz com a reaquisição da Venustur. “Nós saímos do nada em 1995 para sermos hoje uma empresa com 70 carros”. Apesar do começo difícil e do prejuízo alto, principal- mente por conta da instabilidade do merca- do de transportes, hoje a sede da Venustur possui uma área de 12 mil m² e conta com uma frota com idade média de quatro anos. Parente se diz feliz e orgulhoso do suces- so da empresa, além de mais maduro, já que endossa a importância de sua experiência com a empresa. “Sem trabalho duro nada acon- tece. Acho que conseguimos atingir aquele que sempre foi nosso objetivo, de não sermos apenas mais um no mercado”. O empresário apenas lamenta não ter mantido o foco de sua atuação no transporte escolar. “Hoje tenho apenas dois microônibus dedicados a isso, e logo teremos de encerrar essa atividade”. Casado, pai de um garoto de 14 anos, o empresário afirma o desejo de manter os negócios dentro da família e torce para que seu herdeiro dê continuidade ao trabalho. Para isso, o mantém próximo da empresa. “Ele já está por aqui, conhecendo a empresa. Pode fazer qualquer coisa, virar médico, mas há muitos médicos que são ótimos empresá- rios”, brinca. Parente conta que nenhum de seus três irmãos trabalhou na Venustur. O pai continua no ramo de educação e, segun- do Parente, divide com ele o orgulho pelo sucesso da Venustur. Para o futuro, planeja ingressar no ramo de trans- porte rodoviário, mas segundo ele, ain- da é apenas uma idéia. O atual cenário de crise econômica preocupa Parente, mas ele afirma que sempre faz o planejamento de seus negócios dentro de uma mar- gem de segurança. “Vamos continuar acreditando no potencial do nos- so país e investindo da forma mais segura. Vejo um possível ingresso no transporte rodoviário como uma maneira de buscar esta segu- rança”, completa. CLIENTE Por força do destino, Luiz Claudio Parente reergueu a empresa de transportes de sua família e levou a Venustur ao sucesso.
Rei Da Strada Page 13 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 13 Nós saímos do nada em 1995 para sermos hoje uma empresa com 70 carros” Luiz Claudio Parente, proprietário da Venustur. Texto: Renata Cavalcante Foto: Wallace Feitosa
Rei Da Strada Page 14 14 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br A Scania convida você para participar da primeira competição entre motoristas de caminhão que transportam minério na região dos Inconfi dentes e Alto Paraopeba, em Minas Gerais. Aceite o desafi o e mostre que você é um campeão! Patrocinador Master: Apoiadores: “Mais um desafi o!” 6 etapas na região dos Inconfi dentes e Alto Paraopeba, em Minas Gerais As provas serão realizadas em 3 cidades mineiras, aos sábados e domingos, totalizando 6 etapas com provas teóricas e práticas nos novos caminhões das Séries P, G e R. Em cada dia de prova, será consagrado um campeão, que se juntará aos demais na fi nal regional, quando será conhecido o Melhor Motorista de Caminhão de Minério da região dos Inconfi dentes e Alto Paraopeba. BR262BR040 BR040 BR040BR356 BR040 BR040 BR262 ConselheiroLafaiete Congonhas Ouro Preto OuroBranco Itabirito Contagem BeloHorizonte Nova LimaIbirité Belo Vale BR356 As provas serão realizadas em 3 cidades mineiras, aos sábados e domingos, totalizando 6 etapas com provas teóricas 040 Congonhas Belo ValeValeV MG O MOTORISTAO CAMINHÃOE M EL H O R M O TO RISTA DE CAMINH Ã O D E M IN ÉRIO 2008 Região dos Inconfidentes e Alto Paraopeba / MG M EL H O R M O TO RISTA DE CAMINH Ã O D E M IN ÉRIO 2008 Região dos Inconfidentes e Alto Paraopeba / MG ETAPADATACIDADELOCAL 1 15/novNova LimaPosto Chefão216/nov 322/novItabiritoEspaço Julifest423/nov 529/novCongonhasRomaria630/nov FINAL5 e 6/dezNova Lima– Patrocinador: Take_One-Menor.indd 110/17/08 6:39:05 PM EDUCAÇÃO PARA A SEGURANÇA A PÓS O SUCESSO das duas edições da competição Melhor Motoris- ta de Caminhão do Brasil, a Sca- nia firmou parceria com a mine- radora Vale para o lançamento de uma nova ação: o Melhor Motorista de Caminhão de Minério. A iniciativa faz parte da campanha “Educação para a Segurança”, promovida pela montadora desde 2005. A idéia de um evento em novo formato partiu da Vale, que conheceu a Melhor Motorista de Caminhão do Brasil em 2006, no Prêmio Aberje, evento organizado pela Associa- ção Brasileira de Comunicação Empresarial: “Somos parceiros da Scania há muitos anos, e ficamos impressionados com a abrangência e o objetivo do projeto”, conta Cássia Cinque, gerente de comunicação da Vale. Segundo Rodrigo Machado, coordena- dor da competição, a mineradora se interes- sou pelo projeto quando percebeu que por meio dele havia grande potencial de reduzir os índices de acidentes que ocorrem na BR 040, rodovia federal que liga Belo Horizonte a Brasília e ao Rio de Janeiro: “A idéia é fazer um trabalho de reeducação e conscientiza- ção dos muitos motoristas que transportam minério nessa região”. A BR 040 é a principal via de ligação entre mineradoras e companhias siderúrgicas do Brasil. Liga uma das regiões de maior concen- tração de jazidas de minérios, o Centro-Oeste mineiro, à Zona da Mata mineira, ao Rio de Janeiro, a Brasília e a todo o Centro-Oeste do País. Além disso, é rota turística, com trechos pertencentes à Estrada Real, e passa por cida- des como Petrópolis e Teresópolis. De acor- Minério seguro do com as informações do Sindicato das Indústrias Extrativas de MG, o movimento no trecho que liga Belo Horizonte a Brasília chega a até 10 mil veículos por dia. Com inscrições encerradas dia 31 de outubro, a competição Melhor Motoris- ta de Caminhão de Minério visa a cons- cientizar os motoristas que trafegam pelo local sobre a importância da segurança nas estradas e da educação no trânsito. O pro- jeto é voltado exclusivamente aos moto- ristas que transportam minérios na região dos Inconfidentes e do Alto do Paraopeba, em Minas Gerais. Cinque afirma que as mineradoras que circulam pela rodovia têm investido em melhorias, tanto na construção de rotas alternativas, quanto na manutenção das vias. Para a gerente, o motorista é um dos principais pontos no trabalho pela preven- ção de acidentes: “A competição pode não ser a solução desta questão, mas é um dos elementos capazes de melhorar a segurança na estrada”. Além da reeducação dos motoristas, a competição tem como objetivo trazer melhorias para as famílias e para as comuni- dades dos profissionais da estrada. Cinque conta que serão realizadas atividades em parceria com as prefeituras das cidades por onde passará o projeto: “Teremos postos para medição de glicemia e pressão arterial, campanhas de prevenção ao câncer, pales- tras sobre segurança nas estradas e ativida- des lúdicas para crianças”. O Melhor Motorista de Caminhão de Minério é realizado nos mesmos moldes da competição Melhor Motorista de Caminhão do Brasil. Para participar, os motoristas inscritos retiraram for- mulários nas Casas Scania Itaipu em Conta- gem (MG), nas balanças das minas do Pico e Fábrica, ambas da Vale, e na balança de Vargem Grande, também da mineradora. Todos os inscritos passaram por uma avaliação teórica, e os que atingiram maior pontuação foram cha- mados para a segunda fase da competição, que consiste em provas práticas, realizadas em três etapas, entre os dias 14 e 30 de novembro, nas cidades mineiras de Nova Lima, Congonhas e Itabirito. Os vencedores das seis etapas terão lugar garantido na grande final, que está marcada para os dias 5 e 6 de dezembro, em Nova Lima. Todos os finalistas serão premiados com um curso gratuito na Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte) e um kit da Scania. Os três primeiros colocados receberão ainda eletroeletrônicos e terão direito a uma visita técnica ao Porto de Tubarão, da Vale, localizado no Espírito Santo. Scania e Vale unem forças para melhorar condições de segurança em regiões com intenso tráfego de transportadores de minério. M EL H O R M O TO RISTA DE CAMINH Ã O D E M IN ÉRIO 2008 Região dos Inconfidentes e Alto Paraopeba / MG Etapas Regionais 15 e 16 de novembro: Nova Lima 22 e 23 de novembro: Itabirito 29 e 30 de novembro: Congonhas Final 6 e 7 de dezembro: Nova Lima Texto: Renata Cavalcante Ilustração: Technoart
Rei Da Strada Page 15 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 15 Texto: Renata Cavalcante Fotos: Paulo Pezzi N O DIA 29 DE AGOSTO, a Scania entregou um caminhão modelo R 420 6x2 ao Centronor (Cen- tro de Treinamento de Moto- ristas da Região Nordeste do Rio Grande do Sul), localizado na cidade de Vacaria (RS). O veículo foi cedido à institui- ção em regime de comodato e será utilizado nas aulas de formação de carreteiros em tra- jetos de longa distância, com viagens de até quatro mil quilômetros, simulando condi- ções reais de trabalho. “A Scania nos disponibilizou o que tem de melhor”, afi rma Renato Rossato, coorde- nador do Centronor. O veículo cedido foi equipado com freio auxiliar Retarder e sus- pensão traseira a ar. Com a cabine R Highli- ne, lançada em outubro de 2007, o caminhão Treinamento reforçado Scania cede caminhão ao Centronor e contribui com a formação de motoristas na região Sul do Brasil. Scania cede MOTORISTA oferece ao motorista amplo espaço interno e comandos de fácil acesso e manuseio, além da maior cama do mercado nacional e itens exclusivos, como acabamento de portas e bancos em tecido, ar-condicionado eletrô- nico, vidros e travas elétricas. A parceria entre Scania e Centronor vem desde a fundação do centro, em 2003. Com a entrega do novo veículo, a frota da escola passa a contar com dois caminhões Sca- nia. Segundo o diretor geral da Scania no Brasil, Christopher Podgorski, a demanda por motoristas qualifi cados no mercado exige que as empresas contribuam com o treinamento de profi ssionais. “A Scania está alinhada com esse cenário e contribui mais uma vez para a qualifi cação de motoristas com a entrega desse veículo ao Centronor”. O diretor acredita que a instituição é um exemplo de qualidade e confi abilidade na capacitação do motorista profi ssional. O Centronor foi criado em 2003, por ini- ciativa das empresas Transportes Cavalinho, Rodoviário Schio e Transportes Bertolini. Até a metade do mês de outubro de 2008, quando o centro completou cinco anos de existência, 3.940 motoristas foram capacita- dos, e a média de alunos treinados por mês chega a 800. São oferecidas 20 vagas para treinamento por semana e, segundo Rossa- to, o índice de aprovação pelos clientes da instituição é de 99,75%. A Scania é a única montadora que fornece veículos para trei- namento ao Centronor: “A Scania está sendo pioneira mais uma vez ao investir em treina- mento”, conclui Rossato.
Rei Da Strada Page 16 16 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br Série Especial NA ESTRADA Sem Caminhão o Brasil Pára! A frase já foi tema publicitário e música de Edson Corrêa. Mas para o País, que tem mais de 8 milhões de quilômetros quadrados e mais de 1,5 milhões de quilômetros de rodovias, é uma realidade. Texto: Renata Cavalcante e Daniela Dias Fotomontagem: Technoart
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Rei Da Strada Page 18 18 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br M OTIVOS PARA COMEMORAR? Existem sim, mas a infra-estru- tura e a cadeia de transporte merecem atenção. O País con- tinente comporta 91 grandes aeroportos, transporta 100 milhões de passa- geiros em aeronaves ao ano, tem infra-estrutura portuária, mas apenas 43 mil quilômetros de rotas fl uviais trafegadas e, apesar do potencial, o transporte ferroviário ainda é incipiente. Os caminhões sofrem em rodovias precárias, mal conservadas e a insegurança é comum. Pensando nisso, a Rei da Estrada vai apre- sentar uma série de matérias que irão tratar o tema. A primeira delas vai abordar a escas- sez de mão-de-obra qualifi cada, o que vem gerando défi cit de profi ssionais e proble- mas para as transportadoras. A proposta é apresentar problemas, dicas e soluções para melhorar a rotina de quem vive na estrada ou faz dela o caminho para o seu negócio. nhões. O Brasil é um país rodoviário e preci- samos investir nisso”, diz Rossato. No entanto, os frotistas brasileiros enfren- tam outros problemas que envolvem capaci- tação. Hoje, ainda é necessário saber operar os recursos tecnológicos dos veículos, como sis- tema de rastreamento e computador de bordo. Não é apenas a tecnologia que pode afas- tar um motorista do mercado. Rossato conta que o grau de exigência das transportadoras tem crescido também em relação a conduta e aparência, por exemplo: “Hoje as transpor- tadoras exigem até que os motoristas andem bem vestidos e com a barba feita”. Segundo ele, profi ssionais que fumam, bebem, ainda que socialmente, e admitem já terem feito uso de anfetaminas são preteridos pelas contratantes. “Temos uma safra de profi ssio- nais antigos no mercado. Eles estão acos- tumados com outro contexto e precisam se adaptar ao momento”, afi rma Rossato. Para Salete Argenton, a mudança de perfi l do profi ssional do volante exige que ele, no mínimo, desenvolva habilidades que garantam uma direção segura e econômica. Para isso, o motorista precisa se aperfeiçoar. “Conhecer a legislação de trânsito, saber dirigir com eco- nomia, ter noções de meio ambiente, postura e ética profi ssional é muito importante”. Uma transportadora pode ter muito prejuízo ao optar por mão-de-obra sem qualifi cação. A falta de conhecimento tecnológico pode oca- sionar a quebra dos veículos, gastos exagerados dos pneus, desperdício de combustível, além de problemas de logística, acidentes e multas. “O prejuízo é grande mesmo se você demitir um funcionário que causou um acidente”, conta o coordenador do Centronor. “Se a empresa tem um carregamento de produto químico e o motorista derruba a carga em um rio, o valor da multa ambiental pode destruí-la”. A necessidade de treinar os profi ssionais e os prejuízos que a desqualifi cação ocasiona são motivos de preocupação para a Ramos Trans- portes. A empresa atua no segmento de carga fracionada e, há três anos, realiza treinamento com seus motoristas nas mais de 50 fi liais que possui em todo o Brasil. Com uma frota de 550 caminhões, a Ramos já capacitou cerca de 300 motoristas. Ademir Freitas, gerente nacional de frotas, conta que a empresa também oferece treinamento interno. O programa Ramos na Estrada abrange a todos os motoristas, contra- tados e terceirizados. “Procuramos treinar o motorista dentro da realidade que ele vive no dia-a-dia”, afi rma Freitas. Quantidade x Qualidade – Para Renato Rossato, é pouco provável que os fatores aci- ma possam ocasionar um apagão logístico, há profi ssionais disponíveis, mas em todos os segmentos falta aperfeiçoamento. “Apesar da forte procura pelos cursos do Centronor, a maioria dos profi ssionais que fazem o trei- namento já estão empregados”, afi rma. Ademir Freitas também não acredita que o transporte rodoviário pare por conta da fal- ta de mão-de-obra, mas lembra que desde o ano passado a empresa percebe a carência de motoristas por falta de capacitação: “O bom motorista está cada vez mais raro. O proble- ma não é a quantidade, é a qualidade”. Freitas ressalta que o treinamento dos motoristas da Ramos tem surtido efeito. “Nossa frota de transferência opera com 30 veículos próprios e, há quase três anos, não temos acidentes gra- ves nas rotas mais complicadas, as que estão entre São Paulo, Belém e Recife”, completa. Temos uma safra de profi ssio- nais antigos no mercado. Eles estão acostumados com outro contexto e precisam se adap- tar ao momento” Renato Rossato, coordenador do Centronor (Centro de Treinamento para Motoristas da Região Nordeste do Rio Grande do Sul) Falta de treinamento acarreta carência de até 90 mil motoristas de caminhão no Brasil. O ano de 2008 começou com um projeto de lei para regulamentar a carga horária dos motoristas de caminhão. O artigo 62 da CLT propõe seis horas diárias de trabalho e o pro- jeto está em fase de regulamentação. A inicia- tiva é louvável, mas, segundo Renato Rossato, coordenador do Centronor (Centro de Trei- namento para Motoristas da Região Nordeste do Rio Grande do Sul) a aprovação é quase incerta. Isso porque a medida, aliada à falta de motoristas capacitados, pode aumentar ain- da mais a carência de mão-de-obra. “Faltam motoristas capacitados e as difi culdades da vida de caminhoneiro não contribuem para atrair novos motoristas”, afi rma Rossato. A frota nacional é composta por apro- ximadamente 1,6 milhão de caminhões e é possível que 10% dela esteja ociosa por conta da ausência de mão-de-obra capacitada. É o que afi rma Salete Argenton, gerente de novos projetos da Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte). Segundo cálcu- los da Fabet e do Centronor, ambas escolas de capacitação de motoristas, o transporte rodoviário enfrenta um défi cit que varia entre 70 e 90 mil motoristas “Os dados preocu- pam o mercado de transportes, já que 67% da produção nacional é transportada por cami- Série Especial
Rei Da Strada Page 19 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 19 História O REIDA ESTRADA SCANIA V8 – O RONCO DE UMA LENDA Q uando a Scania lançou seu motor V8 de 350 cavalos no fi nal dos anos 60, ele foi aclamado como o mais potente motor diesel para caminhões da Europa, e manteve esse título por muitos anos. Foi o V8 que realmente transformou o caminhão Scania no Rei da Estrada. No começo dos anos 60, os motores Sca- nia-Vabis de 8 e 11 litros alcançavam 250 cavalos, uma potência que atendia à cres- cente demanda do transporte continental de longas distâncias. Mas os engenheiros da Scania-Vabis perceberam que aquela potência não seria sufi ciente, especialmente no transporte de longas distâncias pesado e de madeira. Por que não tentar ser o primeiro? A decisão de prosseguir com um motor mais potente foi tomada em 1962. Estava em andamento o trabalho de desenvolvi- mento em larga escala de uma nova gera- ção de caminhões de cabine convencional, que seria lançada em 1968. Um oito em linha não caberia embaixo de uma cabine convencional, nem um seis em linha aumen- tado, o que fez com que os engenheiros considerassem a confi guração em V. Um motor assim caberia no mesmo chassi e embaixo da mesma cabine do seis em linha de 11 litros. O conceito envolvia uma unidade motriz potente mas bastante compacta: um V8 a 90 graus que deslocava um volume de 14,2 litros. ”Nós percebemos que eram necessários aproximadamente 350 cavalos para se alcan- çar uma boa ‘dirigibilidade’. Isso signifi cava aproximadamente 100 cavalos a mais do que nossos outros motores”, explica Bengt Gade- felt, responsável pelo V8. Texto: Per-Erik Nordström Adaptação: Ana Paula Bizarro Fotos: Dan Boman, Ingemar Eriksson, Jonas Nordin, Stefan Almers, J. Henrique Lorca, Arquivo Scania A potência, sentimento e aquele ronco inconfundível são parte daquilo que faz do motor V8 uma lenda. Conheça a história por trás de tudo isso.
Rei Da Strada Page 20 20 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br História Nós percebemos que aproximadamente 350 cavalos eram necessários para se alcançar uma boa dirigibilidade. Isso signifi cava aproximadamente 100 cavalos a mais do que nossos outros motores. Bengt Gadefelt, responsável pelo V8 A dirigibilidade determina como o motor, junto com o restante do trem de força, se comporta durante a condução. Para os engenheiros da Scania- Vabis, boa dirigibilidade signifi ca que um caminhão deve: • Precisar de poucas mudanças de marcha ao longo de toda a sua faixa de giro; • Ter boa potência de tração nos regimes de giro mais baixos do motor; • Ter sufi ciente potência adicional ao longo de toda a faixa de giro do motor; A potência máxima de um motor geralmente é de importância secundária, se comparada com sua dirigibilidade. Porém, suas caracte- rísticas de torque são essenciais para deter- minar a qualidade do desempenho do motor. O novo motor Scania-Vabis de 14,2 litros, que não tinha nenhum antecessor genuíno no mundo dos motores diesel, era único por vários motivos. Ele foi projetado para traba- lhar com turbocompressor desde o começo, e era dimensionado para assegurar um excelente desempenho durante uma longa vida útil. O aspecto do motor era muito distinto, com suas tampas de válvula em forma de V montadas sobre cabeçotes individuais. Os engenheiros da Scania-Vabis defi niram os requisitos de potência como sendo de 350 cavalos, sendo que nenhum concorrente europeu chegava nem perto. Os modelos Scania LB140 foram rapida- mente aclamados. Eles combinavam alta potência com uma curva de torque plana que permitia o uso de baixos regimes de giro do motor - uma combinação agradável e efi ciente em um veículo pesado. Muitos clientes também gostaram do emblema V8 na grade e do típico som do potente motor. Tudo isso, combinado com sua excepcional durabilidade e vida útil, fez do motor V8 de 14 litros uma verdadeira lenda. Oito anos depois, a Scania daria o primeiro passo importante para refi nar ainda mais o V8. Elevou a potência do motor para 375 cavalos, e aumentou ainda mais o torque em baixas rotações. Ao mesmo tempo, a com- panhia lançava sua “fi losofi a de baixo regime de giro”. • Potência máxima elevada de 350 para 375 cavalos, mas a 2.000 rpm em vez de 2.300; • Torque máximo aumentado de 1.245 para 1.480 Nm, mas com o pico de torque ocor- rendo a 1.300 rpm, em comparação com os 1.500 rpm do modelo anterior; • Consumo específi co de combustível redu- zido de 216 para 211 g/kWh a 1.500 rpm, em vez de 1.600. O novo e compac- to V8 de 14 litros tinha uma potên- cia recorde de 350 cavalos e 1.245 Nm, com turbocom- pressor e cabeço- tes individuais. O V8 de 500 cavalos com EDC, e o de 450 cavalos com inje- ção mecânica. A Scania foi a primei- ra no mercado com certifi cação Euro 1. Scania T143 4x2 500 Topline com carreta semi-reboque. 196919761991 Boas características Potência e torque são características óbvias de um V8 Scania, mas ele também faz sentido em termos comerciais. Excelente economia de combustível – Motores V8 sempre trabalham dentro de sua enorme capacidade, assegurando a melhor economia de combustível mesmo em terrenos montanhosos. Confi abilidade a longo prazo - Um motor menos desgastado signifi ca menos tempo na ofi cina. A “fi losofi a de bai- xo regime de giro”, lançada com a faixa verde do contagi- ros do motor V8 de 14 litros e 375 cava- los, que entregava o torque máximo a rotações mais bai- xas para aumen- tar a economia de combustível. O Scania LBS141 6x2 com motor V8 de 14 litros e 375 cavalos, carroceria e reboque refrigerados. O novo motor V8 da Scania foi introduzido no verão de 1969. Naquela época ele era o motor diesel para caminhões mais potente da Europa.
Rei Da Strada Page 21 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 21 Scania R 500 transportando madeira pelas estradas do Brasil. Desde então, essa fi losofi a de baixo regime de giros tem caracterizado o trabalho de desenvolvimento de motores da Scania. Os próximos marcos importantes na histó- ria do motor Scania de 14 litros seriam a adição de refrigeração do ar comprimido (Intercooler) introduzida em 1982, e o lançamento da linha de caminhões da Série 3 em 1987 com três novas variantes do V8, incluindo uma unidade de 470 cavalos com injeção de combustível controlada eletronicamente (EDC). No início da década de 90, os requisitos ambientais fi caram cada vez mais importan- tes. Junto com a comemoração do seu 100o aniversário em 1991, a Scania apresentou uma linha completa de motores Euro 1, incluindo dois V8: um motor de 450 cavalos gerenciado mecanicamente, e um motor EDC de 500 cavalos – o primeiro a quebrar a barreira. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento da nova linha de produtos da Série 4 entrava na fase mais intensiva. Os caminhões da Série 4 foram lançados no fi nal de 1995, com moto- res V8 revisados de 460 e 530 cavalos, e um novo seis em linha de 12 litros. Caminhões lança- dos com motor V8 de 14 litros subs- tancialmente rede- senhado para a Série 4, com EDC de segunda gera- ção com contro- le de tempo (460 e 530 cavalos). Motor de 9 litros desenvolvido para a Série 4 (220, 260 e 310 cavalos). Lançamento de um motor V8 de 16 litros Euro 3 total- mente novo (480 e 580 cavalos) para substituir gradu- almente o V8 de 14 litros. Modu- lar, com vários componentes em comum com o motor de seis cilin- dros e 12 litros. Atualização do V8 para a Série R (500 e 580 cavalos). A Scania lança sua mais ampla linha de motores, incluindo os V8 de 500, 560 e 620 cavalos. Versões Euro 3, Euro 4 e Euro 5 disponíveis. Atualização de todos os V8 para Euro 5, dan- do continuida- de à tradição de potência sem esforço excessi- vo e longevidade insuperável. No novo milênio, a lenda original do V8 foi gradualmente substituída pelo V8 de 16 litros, substancialmente mais potente, com 480 e 580 cavalos a 1.900 rpm e até 2.700 Nm de torque – mais do dobro dos números do V8 original lançado em 1969. Ao todo, a Scania fabricou mais de 170 mil motores V8 de 14 litros, o que faz dele o motor mais vendido no segmento de alta potência. O primeiro motor V8 de 14 litros da Scania tinha potência de 350 cava- los e torque de 1.245 Nm. A versão fi nal antes da substi- tuição produzia 530 cavalos e 2,300 Nm para caminhões, e até 800 cavalos nas aplicações marí- timas. Assim, em apenas 32 anos, o torque do V8 de 14 litros aumentou 85%. A nova série R foi apre- 19911995 mais de 170 mil motores V8 de 14 litros, o que faz dele o motor mais vendido no segmento de O primeiro motor V8 de 14 litros da Scania tinha potência de 350 cava- los e torque de 1.245 Nm. A versão fi nal caminhões, e até 800 cavalos nas aplicações marí- timas. Assim, em apenas 32 anos, o torque do V8 de 14 litros aumentou 85%. A nova série R foi apre- 19962000200420052007 O novo milênio viu o lançamento do V8 de 16 litros. 2004 sentada para o mercado em 2004, substi- tuindo a Série 4. Em 2005, a Scania lançou sua nova linha de motores Euro 4 e Euro 5, incluindo motores V8 com potência de 500, 560 e 620 cavalos e até 3.000 Nm de torque, usando tecnologias para atender aos requi- sitos ambientais de maneira mais efi ciente para todos os tipos de transporte.
Rei Da Strada Page 22 22 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br SEGMENTO Transportando sonhos Setor de cegonhas ganha força com os bons resultados alcançados pela indústria automobilística nos últimos anos.A FRASE “NÓS TRANSPORTAMOS SONHOS” resume o sentimen- to que os cegonheiros nutrem pelo seu trabalho. É assim que o diretor do Sindicato dos Cego- nheiros Carlos Rosseti, conhecido como Chapa, se refere à atividade de 3.500 moto- ristas de caminhão que atuam no transporte de automóveis zero-quilômetro. Além de ter apreço pelo que faz, Rosseti sabe que sua car- ga representa um bem precioso, fruto de tra- balho e sonhos. “Ter um carro zero é um dos maiores sonhos de consumo do brasileiro. Nossa responsabilidade é grande”. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabrican- tes de Veículos Automotores (Anfavea), a pro- dução de automóveis representou 5,4% do PIB nacional no ano passado. Os números da indústria automobilística mostram que, em 2008, o tra- balho desses profissionais aumentou. Com financiamentos facilitados, muitos brasilei- ros conseguiram concretizar a compra do carro novo e, pelas estradas brasileiras, cir- cularam cerca de 2.360 caminhões-cegonha até o terceiro trimestre do ano. A Anfavea registra que 2.324.916 veículos automotivos foram fabricados entre os meses de janeiro e agosto de 2008, o que representa um aumen- to de 20,3% em relação ao mesmo perío- do do ano passado. Até a metade deste ano, foram produzidos mais carros do que em todo o ano de 2003. O aquecimento da indústria automobilís- tica fez crescer a demanda pelos cegonhei- ros. “Estamos no topo da pirâmide da indús- tria automobilística. Praticamente todos os automóveis fabricados no Brasil são transportados por nós”. Rosseti afirma que a expectativa é de que o mercado dos cami- nhões cegonha termine o ano de 2008 com um índice de crescimento em torno de 17%.
Rei Da Strada Page 23 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 23 Transportando sonhos cial do DER, já que a altura e o comprimen- to dos caminhões ultrapassam os limites estabelecidos pela lei (18,6 m por 4,4 m). “Um caminhão-cegonha costuma ter 22,5 m de comprimento e 4,5 m de altura”, con- ta Maurício de Miranda, gerente de vendas da Codema, Casa Scania localizada em São Bernardo do Campo. Segundo ele, cerca de 80% dos clientes desta Casa são cegonhei- ros: “A filial de São Bernardo foi criada espe- cialmente para atender a esse público”. CAMINHÃO 200 MIL O motorista José Wilson de Faria, o Senhor Risada, acredita que sua profissão é “a melhor coisa do mundo”. Ele é proprietário da Trans- risada, empresa localizada em São Bernardo do Campo (SP). Recentemente, Risada adqui- riu o caminhão de número 200 mil da Scania Brasil, por meio de consórcio. O veículo, um cavalo mecânico G 420 4x2, foi entregue ao cegonheiro no dia 14 de agosto durante cerimônia na montadora, também em São Bernardo. Nos últimos quatro anos, a fábrica brasileira da Scania produziu 50 mil cami- nhões, uma média de 12,5 mil por ano. Cegonheiro desde 1976, Risada diz que “virou” de cabeça para baixo quando entrou para o ramo: “Comprei o primeiro cami- Já para 2009, as previsões do setor não são tão otimistas. “Tudo o que acontece com a indústria automobilística nos afeta. Ano que vem, a queda vai ser de 5 ou 6%”, afir- ma Carlos Rosseti. Segundo ele, o setor dos cegonheiros não chega a sofrer os impactos da crise em 2008, a desaceleração vem com a virada do ano. MOVIMENTO As regiões onde se encontram as 18 monta- doras de automóveis no País são as de maior concentração desses profissionais. Grande parte dos motoristas e empresas de trans- portes da área está no ABC Paulista. As prin- cipais rotas de circulação estão nos trechos entre o Estado de São Paulo, São Carlos do Pinhal, (PR) e Camaçari (BA). Na cidade de São Paulo o trafego des- ses caminhões é intenso e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) permite que eles circulem somente à noite. Outras rotas recorrentes são as que seguem em dire- ção ao Porto de Santos, entrada e saída de importados. As diferenças entre os caminhões-cego- nha e os demais estão no tipo de semi-rebo- que, específico para o transporte de carros, e na licença espe- nhão fiado e passei a viajar muito”. Natural de Santa Cruz do Capibaribe, a 100 quilômetros de Caruaru (PE), encontrou dificuldades no começo e afirma que o trabalho dos motoris- tas melhorou muito: “Eu ia para Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC) e pegava estradas de terra, agora as estradas têm asfalto”. Além disso, Risada acredita que os trei- namentos de hoje em dia representam uma evolução importante: “Cegonheiro tem que ser bom de manobra, antigamente nós aprendíamos tudo no braço”. Por outro lado, ele lembra que os caminhões eram menores e, conseqüentemente, mais fáceis de dirigir. “Só cabiam oito carros nas carretas, hoje cabem 11, mas os veículos que a gente levava eram maiores, como o antigo Landau”, conta o caminhoneiro. O empresário é pai de três meninas e ape- nas de um rapaz, José Wilson de Faria Filho, e transmitiu ao filho o simpático apelido. Risadinha também herdou do pai o apego à profissão e trabalha na transportadora. É tradição entre os cegonheiros, além do fato de todos serem conhecidos por apelidos, que a profissão passe de pai para filho. Tal- vez porque somente a família seja capaz de transmitir os valores e responsabilidades que transportar o sonho alheio requer. Texto: Renata Cavalcante Fotos: Wagner Menezes Risada e o caminhão 200 mil produzido pela Scania no Brasil: veículo será utilizado no segmento de cegonhas
Rei Da Strada Page 24 24 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br Híbridos a caminho Um híbrido em série é sempre impulsionado por um motor elétrico, utilizando energia tanto do módulo de armazenamento como de um motor a combustão. Em uma solução híbrida em série, não há nenhuma conexão mecânica entre o motor a combustão e o trem- de-força, o que permite a esse motor ser colocado em qualquer lugar do veículo – uma importante vantagem para ônibus urbanos e para alguns veículos de distribuição. O TRANSPORTE DE VOLUMES está aumentando proporcionalmente às preocupações e regulamenta- ções ambientais relacionadas às crescentes emissões de dióxido de carbono. Reverter essa tendência, o que é necessário sob um ponto de vista sustentável, é um desafi o difícil para a indústria de transportes, assim co- mo para os fabricantes de veículos. Diante desse pa- norama, os veículos híbridos serão uma peça impor- tante para oferecer uma solução. Os dois principais tipos de tecnologias híbridas, híbridos em série e híbridos paralelos, são o canal de inovação para veículos pesados. A Scania está desenvolvendo ambos os tipos. Os híbridos em série são os mais adequados para ônibus urbanos e veículos de distribuição e levam vantagem sob o ponto de vista de confi guração vei- cular. O motor a combustão pode ser colocado em qualquer ponto do veículo. Os componentes do trem de força são simplesmente conectados uns aos outros, o que signifi ca mais liberdade no desen- volvimento do projeto. Fatos híbridos A tecnologia híbrida envolve a recupe- ração da energia de frenagem do veí- culo e a armazenamento dessa energia em um módulo formado por superca- pacitores e baterias. O veículo freia com o auxílio de um gerador similar ao dínamo que fornece energia às luzes de bicicleta. Um ônibus urbano pode utilizar ao menos 25 por cento de seu suprimento de energia proveniente da força de frenagem recuperada, a qual seria, de outro modo, simplesmente desperdiçada. O gerador duplica como um motor que ajuda a impulsionar o veículo. Sustentabilidade CombustívelMotor Módulo de armazenamento Trem-de-força Gerador Motor elétrico TECNOLOGIA HÍBRIDA Híbrido em Série A tecnologia híbrida desempenha um papel cada vez mais importante para o setor de transportes. Em cinco anos, trens de força híbridos farão parte de muitas frotas de veículos ao redor do mundo. Os testes programados com os novos ônibus híbridos da Scania em Estocolmo voltados para o sistema de transporte público da cidade come- çaram em 2008.
Rei Da Strada Page 25 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 25 Híbrido Paralelo Ele comparara a disseminação da tecnologia híbrida com anéis que se formam na água quando atiramos uma pedra. O primeiro anel são os ônibus urbanos e os caminhões coletores de resíduos. O próximo anel são os caminhões de distribuição e os ônibus interurbanos. O último anel é formado prova- velmente por caminhões para longas distâncias, em que alguma energia poderá ser estocada para guiar sistemas auxiliares, tais como aquecimento para estacionar e sistemas de refrigeração. “APÓS 20 ANOS de pesquisas com híbridos, utili- zando-se de vários conceitos, a Scania recentemen- te inovou com um robusto trem-de-força híbrido em nosso concept-bus”, declara Stenqvist. “Os componentes de que precisamos para cons- truir um trem-de-força capaz de durar por toda a vida útil do veículo estão chegando ao mercado. A partir de 2008, incluiremos testes de campo em larga escala em operações reais. Em cinco anos, trens de força híbri- dos robustos com motores operando com combus- tíveis renováveis serão parte de nossa oferta conven- cional. As operadoras estarão preparadas para pagar mais pela tecnologia híbrida se souberem que valerá a pena como um veículo normal”, acrescenta. Durante sua mais recente visita a Amsterdã, cidade repleta de bondes, Stenqvist apresentou sua mais nova idéia a representantes de transportadoras e da indústria: Por que não desenvolver uma versão de caminhão de distribuição do ônibus híbrido em série da Scania, com amplas portas laterais, como uma alternativa para os bondes que transportam cargas e que estão em uso na cidade atualmente? “Reagiram bem à idéia”, ele afi rma. “O interesse pelo meio ambiente leva todos a pensar em novos caminhos”. Os híbridos para- lelos podem ser integra- dos em um trem de força normal. Nesse híbrido, o motor elétrico e o motor a combustão podem impulsionar o veículo em sepa- rado ou simultaneamente. AS DUAS TECNOLOGIAS HÍBRIDAS possuem em comum o fato de recuperarem e armazenarem energia quando o condutor aciona os freios, com grande efi cácia em tráfego lento, em que o motoris- ta precisa brecar e acelerar com freqüência, seja no ambiente urbano, seja em locais com relevo monta- nhoso ou cheio de curvas. “Nossos novos ônibus híbridos, que iniciaram os testes programados em campo em Estocolmo ao longo de 2008, poupam ao menos 25 por cento de sua energia nas frenagens. Além disso, o motor a etanol reduz as emissões de dióxido de carbono em até 90%”, afi rma Lars Stenqvist, responsável pela tecnologia híbrida da Scania. “O interesse pelo meio ambiente nos leva a pensar em novos caminhos”. Lars Stenqvist, responsável pela tecnologia híbrida da Scania. Texto: Per-Ola Knutas Adaptação: Renata Nascimento Ilustrações: Kjell Eriksson, Robert Hagström Foto: Jonas Nordin, Carl-Erik Andersson CombustívelMotor Trem-de-forçaGerador Motor elétrico Motor de partida Caixa de câmbio TECNOLOGIA HÍBRIDA Um híbrido paralelo é impulsionado tanto por um motor a combustão como por um motor elétrico que retira a força do módulo de armazena- mento. Ambos os sistemas podem operar ao mesmo tempo, oferecendo energia extra. Uma solução híbrida paralela pode ser integrada aos trens-de-força convencionais. Outra vantagem é que ela se baseia em uma tecnologia mais barata e mais simples do que um híbrido em série. Módulo de armazenamento
Rei Da Strada Page 26 26 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br Economia Texto: Renata Cavalcante Foto: Wagner Menezes / Arquivo Technoart É COMUM OUVIR DIZER que em cidades como São Paulo vias como as marginais estão completamente paradas e que o motivo é um caminhão quebrado em meio ao trânsito. Nas rodovias do País também é fácil encontrar veículos parados e motoristas que esperam por socorro. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registra uma média de 2.200 veículos quebrados por mês na cidade de São Paulo. Caminhões quebrados atrapalham o trânsito, outros motoristas e causam prejuízo para o transportador. “A melhor maneira de evitar problemas como esses é a manutenção preventiva e regular do veículo. É fato reconhecido pelo mercado que a manutenção preventiva feita com qualidade resulta em mais disponibilidade do veículo, mais segurança, durabilidade e produtividade do caminhão e menor consumo de combustível”, afirma Guilherme Cajado, gerente executivo de Prevenção leva àeconomia Manutenção correta dos caminhões pode detectar possíveis problemas e resulta em maior disponibilidade e mais economia para o cliente. Antonio Plácido, da Plácido Transportes (a esquerda), e Alexandre Silva, da Codema: manutenções sob responsabilidade da Scania
Rei Da Strada Page 27 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 27 Inteligência de Mercado e Contratos de Serviços da Scania no Brasil. Entre os demais benefícios, Guilherme Cajado destaca que um caminhão bem cuidado contribui para a diminuição do trânsito e da emissão de gases poluentes, além de proporcionar ao proprietário maior valor de revenda. Em qualquer uma das 100 Casas Scania do País, é possível realizar manutenções preventivas. Cajado compara o procedi- mento a um check-up médico. “São mais de 60 itens inspecionados por mecânicos trei- nados para diagnosticar o veículo e alertar o cliente na eventualidade de um desgaste prematuro de componente que possa vir a causar um prejuízo maior”, explica. Segundo André Favareto, coordenador de Informações Técnicas e Qualidade de Campo da Scania no Brasil, certas falhas ocorrem exclusivamente por falta de Manutenção Preventiva, ou por reparos realizados de maneira incorreta. “Um simples filtro de ar obstruído pode ocasionar perda de potência, saída de fumaça escura pelo escapamento e alto consumo de combustível. Já uma lona de freio muito gasta ou uma catraca de freio não regulada corretamente, pode ser responsável por um acidente”, afirma. Favareto completa que a manutenção preventiva não se resume apenas a troca de óleos lubrificantes, graxas e filtros. “Trata-se de utilizar óleos e graxas com especificações corretas, aplicar apenas filtros e peças genuínas, utilizar mão-de-obra especializada e atualizada, usar ferramentas especiais do produto e seguir o check-list específico para cada tipo de revisão”. Como o percentual de economia resultante da manutenção preventiva varia de frota para frota, Elmer John Hartman Júnior, coordenador de Contratos da Scania no Brasil, afirma que o frotista pode calcular os benefícios financeiros desta medida comparando os custos por quilômetros percorridos com manutenção preventiva com os anteriores a ela. “Esse cálculo pode até indicar mais gastos em princípio, mas o barato pode sair caro. Sem manutenção e peças adequadas os prejuízos a médio e longo prazos são maiores”, afirma. Para empresas que possuem caminhões Scania e procuram fazer manutenção preventiva regularmente, a montadora oferece os contratos especiais. Com este acordo, os frotistas passam a con- tar com assistência completa para seus veículos em toda as Casas Scania no Brasil, o que inclui prevenção e correção de eventuais problemas. Em 2008, o negócio registrou aumento de 54% em comparação ao ano anterior. “Esse tipo de serviço é uma tendência e a atual demanda é fruto da constante bus- ca dos clientes por segurança e disponi- bilidade da frota”, explica Cajado. Os contratos são feitos sob medida, cada caso é analisado pela montadora que calcula o valor de acordo com as necessi- dades operacionais do cliente. O geren- ciamento da frota também fica mais ágil e o atendimento é padronizado nas cem Casas Scania espalhadas pelo Brasil. “Na mesma Casa Scania o cliente tem mão- de-obra e peças para todos os serviços do caminhão, isso evita o deslocamento do veículo entre oficinas”, conclui. Com 23 anos de atuação no mercado, a Plácido Transportes encontrou a solução para seus problemas de manutenção nos contratos Scania. “Temos uma filial em Mucuri, na Bahia, que fica a 70 quilôme- tros da concessionária mais próxima, e às vezes apenas para trocar o óleo, tínha- mos que fazer uma longa viagem”, conta Antonio Plácido, dono da transportadora. Plácido, que administra uma frota de 78 caminhões, 48 deles são da Scania, ressalta a rapidez e eficiência dos serviços garan- tidos pelo contrato. “Sempre fizemos a manutenção dentro de concessionárias e os caminhões ficam menos tempo parados”, diz o empresário. Outro ponto ressaltado é a economia de combustível. “Com a manutenção correta economizo cerca de R$ 30 mil reais por ano, só de combustível”. A companhia Serra Marques, que atua no transporte de contêineres pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste há oitos anos, investe no serviço da Scania há um ano. James Serra, proprietário, conta que em 2007 a empresa adquiriu o Contrato de Manutenção Preventiva, e em 2008 fez também o de Corretiva. “Agora temos tranqüilidade em relação aos caminhões, é uma coisa a menos para nos preocupar”. A frota da empresa é composta por mais de 50 veículos, sendo 24 da Scania. Apesar de seus veículos serem novos, a manuten- ção previne desgastes que podem causar prejuízos futuros. “O caminhão economiza combustível quando se faz as revisões nos períodos corretos e a Scania se compro- mete conosco nesse ponto”, conta. Além da economia e da diminuição de quebras dos veículos, Serra acredita que o fato de não precisar “correr atrás” do conserto é um dos principais benefícios do contrato de manutenção. “Antes tínhamos que parar e fazer orçamento nas oficinas, e até conseguíamos preços bons, mas nesses casos a qualidade era questionável”, diz o proprietário. Contratos de Serviços Contratos de Serviços
Rei Da Strada Page 28 28 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br CRÉDITOTexto: Renata Cavalcante Foto: Mônica Zanon Fotomontagem:Technoart E M SETEMBRO DE 2008, a Scania e o Banco Nacional de Desen- volvimento Econômico e Social (BNDES) lançaram um cartão de crédito destinado a empresas de micro, pequeno e médio portes. O intuito é facilitar o financiamento de peças e moto- res estacionários e marítimos em todas as Casas Scania. Trata-se da primeira ferramenta de financiamento de peças de um fabricante de caminhões pesados habilitada no BNDES. O cartão, que leva a bandeira Visa, permite o parcelamento das compras em até 36 vezes, com taxa de juros pré-fixada. O limite para compras é de R$ 250 mil, sujeito à análise de crédito. O cartão deverá ser solicitado pelo por- tal do BNDES, por meio do endereço www. bndes.gov.br . Para adquiri-lo, é necessário FINANCIAMENTO FACILITADO Scania e BNDES lançam primeiro cartão de crédito para financiamento de peças e motores para empresas que a empresa seja sediada no Brasil e apresente faturamento bruto anual de até R$ 60 milhões. Segundo Roberto Martins, gerente de financiamento de mercado interno da Scania no Brasil, essas exigên- cias caracterizam a maior parte dos clien- tes Scania. “Os usuários do cartão devem apresentar documentação semelhante à do Finame”, afirma Martins, referindo-se ao sistema de financiamento para veículos novos da montadora. Segundo Martins, o diferencial do cartão são os juros baixos, que giram em torno de 1,15% e 1,20% ao mês “Compa- rado às operações CDC e leasing, o cartão tem a melhor taxa pré-fixada do mer- cado”, completa. As empresas que possuírem o cartão terão acesso a imagens de algumas famílias de peças Scania pelo próprio portal do BNDES, por onde também pode simular compras. “No entanto, as vendas serão efe- tuadas apenas nas Casas Scania ou na pró- pria montadora”, explica Evaldo Valero, gerente executivo de Vendas de Serviços da Scania no Brasil. Além da compra de itens automotivos, o cartão do BNDES permite aos clientes efetuarem o pagamento de lances do Con- sórcio Scania Brasil. “O cartão será emi- tido por dois bancos, dessa forma, o cliente pode ter um em cada agente financeiro”, afirma Martins. Segundo Valero, por se tratar de um pro- cesso novo, é difícil mensurar o volume que a operação deve gerar nos próximos meses. “No entanto, esperamos que seja bem aceito, já que se trata de uma grande alternativa para a compra de peças”, afirma.
Rei Da Strada Page 29 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 29 Para Basso, a centésima Casa Scania deve ser comemorada também por fazer parte da consolidação do programa mundial de padronização de toda a rede de concessioná- rias, em vigor desde 2004: “Visamos atender com precisão às exigências do cliente, como a entrega dos veículos no prazo combinado, a venda de serviços com a excelência da marca Scania e a preocupação com o meio ambiente”. 100 CASASTexto: Renata Cavalcante Foto: Divulgação Ilustração: Technoart A REDE DE CASAS SCANIA acaba de atingir a marca de 100 unida- des no Brasil. Em 9 de outubro, foi inaugurada uma nova casa da Itaipu Norte na cidade de Marabá, PA. Com área de 10 mil m², tem capa- cidade para atender 140 ordens de serviço por mês. Com expectativa de receber clientes do segmento de mineração, atividade forte na região, a nova unidade é a terceira casa da Itaipu Norte no Estado do Pará; as outras ficam em Marituba e Paragominas. Segundo Sidney Basso, diretor de Vendas de Serviços da Scania no Brasil, a inau- guração da centésima Casa Scania “é um passo importante para cumprir a meta de chegar a 120 concessionárias nos próximos três anos”. As unidades que operam hoje têm condições de cobrir todo o território nacional e oferecer aos clientes todos os serviços disponibilizados pela rede Scania, Uma centena para comemorar Itaipu inaugura concessionária em Marabá, no Pará, e Scania chega à marca de cem pontos de atendimento no Brasil. como rastreamento de veículos, treina- mento de motoristas e o Scania Assistance, serviço de assistência 24 horas. A nova filial está localizada em um local estratégico para o atendimento a clientes dos segmentos de siderurgia e construção civil, além de mineração. Glaycon Xavier Dias, gerente de serviços da Itaipu Norte, afirma que esses setores devem resultar em desenvolvimento para a região e a geração de 15 mil empregos diretos a partir do ano que vem”. Isso levará a uma demanda muito forte dos nossos serviços”, afirma Dias. Além de contar com 12 boxes e 18 mecâni- cos dedicados à manutenção de veículos, a Itaipu Norte de Marabá cederá sua estrutura para os postos de serviços da mineradora Vale, localizados nas minas de Carajás e Ourilândia do Norte. A nova Casa conta com estoque de peças com 2.500 itens e salas para motoristas e de leitura técnica.Itaipu Norte Marabá
Rei Da Strada Page 30 30 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br TRANSPORTE SUSTENTÁVEL Scania desenvolve ônibus 8x2 movidos a biodiesel para circularem na Linha Verde de transporte coletivo em Curitiba/PR. MOBILIDADE
Rei Da Strada Page 31 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 31 E M SETEMBRO, A SCANIA LANÇOU o ônibus B-100, com chas- si 8x2 articulado para cir- cular no corredor da Linha Verde, em Curitiba (PR). Ao todo, serão seis ônibus com capacidade para 186 passageiros cada. O projeto da Linha Verde faz parte do Programa de Transporte Urbano de Curitiba, imple- mentado em 2006, e visa à melhora dos índices de poluição do ar. Os veículos foram desenvolvidos para rodar com biodiesel, combustível biodegradável produzido com fontes renováveis, que pode ser utilizado puro ou misturado ao diesel convencional, atendendo às especificações pré-determinadas. Considerada cidade modelo em ter- mos de transporte urbano, a capital paranaense iniciou as obras da Linha Verde em janeiro de 2007, e tem previ- são de inaugurar o primeiro trecho até o final de 2008. A primeira etapa terá 9,4 km de extensão e cortará dez bair- ros da cidade. O trecho terá uma ave- nida de dez pistas, incluindo as canale- tas do ônibus expresso, duas faixas de estacionamento, ciclovia, parque linear, novo sistema de iluminação, paisagis- mo e sinalização. Com investimento em torno de R$ 121 milhões, o novo corre- dor deverá comportar o tráfego de 100 mil veículos por dia. O projeto teve início no final de 2007, quando a Urbanização de Curi- tiba (URBS), empresa responsável pela gestão do transporte urbano da cidade, solicitou à Scania um projeto de ôni- bus articulado, com maior capacidade para atender à Linha Verde. Com base no ônibus 6x2, a Scania desenvolveu o novo veículo: “A operação foi complexa, porque acrescentamos um quarto eixo ao chassi. Com essa modificação, foi possível atender ao aumento da capa- cidade de carga do ônibus, mas sempre mantendo as condições de segurança que um veículo dessa natureza requer”, conta Wilson Pereira, gerente executivo de Vendas de Ônibus da Scania Brasil. O chassi 8x2 mede 16,70 metros. Depois de encarroçado, o veículo pode chegar a 20,30 metros de comprimento e suporta transportar até 35 mil quilos, 10 mil a mais que o 6x2. O alongamen- to do chassi exigiu alterações técnicas, como a instalação de mais um par de freios e um radiador adicional na caixa de câmbio. O motor é um DC9 21 de 310 hp de potência, equipado com turbo e intercooler. Texto: Renata Cavalcante Fotos: Rene Ernst, Mônica Zanon e Wagner MenezesMOBILIDADE As soluções para o transporte movidas a combustíveis alter- nativos dependem do envolvimento de todos os agentes” Christopher Podgorski, diretor geral da Scania no Brasil OUTROS PROJETOS Os seis novos veículos da Linha Verde de Curitiba não resumem a primeira ação da Scania rumo à utilização de biocombustí- veis. Em 2007, a Universi- dade de São Paulo (USP), por meio do Centro Nacio- nal de Referência em Bio- massa (Cenbio), apresentou o ônibus Scania movido a etanol. A operação desse tipo de veículo no Brasil está em fase experimental, mas essa tecnologia é dominada pela Scania desde 1990. Em Estocolmo, capital da Suécia, os veículos com esse combustível circulam constantemen- te, sendo dominantes no transporte coletivo da área central. No momen- to, o trabalho da montadora já englo- ba a produção da terceira geração de motores a etanol, e existe um projeto de desenvolvimento de um veículo híbrido etanol-elétrico (ver páginas 32 e 33). “As soluções para o transporte movidas a combustíveis alternativos dependem do envolvimento de todos os agentes. É preciso assegurar a correta especifica- ção do combustível, sua disponibilidade e, dependendo do caso, a adotar políti- cas públicas que motivem e viabilizem sua implantação, com notáveis redu- ções de impacto ambiental e ganhos expressivos em saúde pública”, explica Christopher Podgorski, diretor geral da Scania no Brasil.
Rei Da Strada Page 32 32 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br Texto: Susanna Lidström Adaptação: Renata Nascimento Ilustração: Kjell Eriksson No começo de 2008, os primeiros ônibus urbanos com a nova tecnologia híbrida- elétrica da Scania começaram a rodar na Suécia. Para os passageiros, há o benefí- cio do sistema silencioso, enquanto para os operadores existe a possibilidade de até 25% de economia de combustível e da correspondente redução das emissões. A SCANIA TRABALHA CONSTANTEMENTE para aperfeiçoar os motores, reduzindo seu impac- to ambiental ao mínimo possível. Intensi- vos esforços de desenvolvimento e pesquisa resultaram em um novo ônibus híbrido. “O ônibus híbrido é um interessante desenvol- Ar puro e silêncio no ônibus URBANO DO FUTURO Supercapacitores Motor Elétrico Gerador Motor a Combustão TREM-DE-FORÇAHÍBRIDO-ELÉTRICOCOMO FUNCIONA 1. Supercapacitores reciclam a energia da frenagem 2. A energia é transferida para um potente motor elétrico quando o motorista acelera. 3. Quando a energia dos supercapacitores não é mais suficiente, o motor a combustão passa a alimentar o motor elétrico.
Rei Da Strada Page 33 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 33 vimento técnico que será introduzido daqui a alguns anos em todo o mundo”, diz Greger Juhlin, diretor de Aumento de Desempenho dos Motores Scania. O ônibus híbrido armazena a energia ganha na frenagem com um recurso denominado supercapacitor. Relativamente pouca energia pode ser armazenada em um supercapacitador, mas ele suporta uma quantidade significativa de potência, ou seja, a maior parte da energia que normalmente é perdida com o calor na fre- nagem pode ser eletricamente armazenada, e então reciclada durante a próxima aceleração. “O problema do ônibus parado no ponto é que a arrancada para sair requer muita potência na aceleração”, diz Juhlin. “Quando o motorista sai do ponto, a energia é retirada do supercapa- citor e transferida para o potente motor elétrico que move o ônibus. Dessa forma, os pedestres que estão no ponto de ônibus não são perturba- dos pelo ruído e pela fumaça do motor diesel, que só se dissipa quando o ônibus já está bem longe no fluxo de tráfego”, explica. O novo ônibus urbano da Scania é basea- do na tecnologia híbrido serial (veja páginas 24 e 25), que é caracterizado pela ausência de ligação mecânica entre o motor a combustão e as rodas. É sempre o motor elétrico que move o veículo, que é alimentado pelo motor a com- bustão quando a energia do supercapacitor não é mais suficiente. “A grande vantagem do híbrido serial é que fica mais simples controlar o motor a combustão, o que em contrapartida reduz as emissões de CO2. Isso ocorre porque o motor a combustão não tem de responder ao pé do motorista no acelerador. Se o motoris- ta quiser ir mais rápido, o responsável pela aceleração é o motor elétrico, que por sua vez controla eletronicamente o motor a combus- tão”, afirma Juhlin. O conceito híbrido da Scania vai pas-O conceito híbrido da Scania vai pas- sar por cuidadosos testes e avaliação. O software de controle do trem-de-força será analisado e otimizado em colaboração com os principais clientes. No começo de 2008, começaram os testes operacionais no tráfego urbano regular, com o trem de força híbrido-elétrico instalado em ônibus Scania convencionais com motores a etanol que circulam no centro de Estocolmo. QUEM GANHA É O TRANSPORTE PÚBLICO A linha híbrida serial da Scania é baseada em um potente motor elétrico que fornece toda a propulsão ao veículo e recupera a maior parte da energia da frenagem. O motor é um Scania convencional movido a diesel, etanol ou gás. O motor é acionado por um poderoso gera- dor elétrico. Uma unidade semelhante move o eixo traseiro, em que funciona tanto como motor de propulsão quanto como gerador na frenagem. A unidade de armaze- namento de energia (super- capacitores) e a unidade de ar-condicionado elétrica são montadas no teto. Com esse sistema inteligente, o consu- mo de combustível e as emissões de CO2 no tráfego urbano normal, que envolve muitas arrancadas e paradas, são pelo menos 25% melhores que os de um ônibus convencional. Se o ônibus for movido a etanol, a emissões de CO2 são reduzidas em até 90% em compara- ção com um veículo a diesel convencional. A linha híbrida é adaptada para vários tipos de combustíveis. O protótipo que está sendo testado tem um motor a diesel, que também pode usar biodiesel sintético, por exemplo. Outra possibilidade é usar um motor a gás. Há espaço para tanques de gás no teto do ôni- bus híbrido. O biogás pode ser uma alternativa interessante para ônibus urbanos que operam em distâncias curtas e têm acesso fácil a pos- tos de reabastecimento. Entre outras possi- bilidades de desenvolvimento futuro estão a utilização de células de combustível em vez de motores a combustão, ou alternativas pura- mente elétricas movidas a bateria. Todos os componentes do trem-de-força híbrido são projetados para baixa manutenção. O motor elétrico e gerador têm muitos com- ponentes em comum, o que facilita o forneci- mento de peças. ENERGIA E FRENAGEM RECICLADA
Rei Da Strada Page 34 34 SCANIA REI DA ESTRADA • N No 4/2008 www.scania.com.br PENSANDOJUNTOS OPINIÃO CLAUDIO DE SENNA FREDERICO S EM MENOSPREZAR qualquer das preocupações, recor- rentes e velhas conhecidas ou emergenciais, que virão e passarão, vamos abordar dessa vez uma doença cujos sintomas observo há algum tempo e que vem enfraquecendo o setor há muito tempo e já se tornou crônica. Afinal, somos o principal meio motorizado para transporte de passageiros no Brasil, tanto urbano quanto entre nossas distantes cida- des. O que me preocupa é perceber que só nós parecemos saber disso, quando seria importante para nossos interesses e para a correta tomada de decisões no País que todos soubessem. A qualidade e, mesmo a viabili- dade, de nossa atividade dependem essencialmente, além de nossa pró- pria capacidade de gerir nossos negó- cios, de dois outros parceiros indis- pensáveis que precisam enxergar as vantagens, para eles, de colaborar. O primeiro e mais óbvio parceiro é o poder público do qual depende a maior parte de nossa infra-estrutura, da mesma forma que para os trans- portes aéreos, ferroviários, hidro- viários ou automobilísticos. No entanto, e este é um dos sintomas da doença acima, a nossa infra-estru- tura parece nunca ser tratada com a prioridade que nossos passageiros necessitam e merecem. O segundo, mas principal par- ceiro é o nosso cliente, o passageiro, já que sua opinião favorável, além de garantir nossa receita, é indis- pensável para dar aos políticos a força para nos apoiarem. E aqui os sintomas que preocupam são a fuga para o automóvel assim que possí- vel e a preferência pelo transporte sobre trilhos ou o avião. Para ele parece não haver vida, no sentido afetivo e idealizado, dentro de um veículo rodoviário de transporte público, que, diferentemente do automóvel, não é um objeto de con- sumo que é levado para casa. Pelo contrário, como uma roupa que faz a imagem de quem a veste, trata-se de um ambiente que confere a seus freqüentadores um status hoje não desejado. Pelo menos 20 milhões de pessoas no Brasil deixaram a pobreza nos últimos anos e conquistaram seu lugar na antiga classe C hoje orgu- lhosamente conhecida como “base da pirâmide”. Mas esse novo contin- gente de consumidores não são ape- nas mais pessoas iguais às outras, aptas a comprarem mais. Trata-se de pessoas que nas últimas pesquisas de mercado apresentam característi- cas de aspiração e valores diferentes que ao comprarem não decidirão pelos mesmos motivos nem farão as mesmas escolhas. Principalmente os jovens desse novo contingente possuem uma estética própria que não aceita apenas emular as classes de maior renda e, ao mesmo tempo em que dão valor ao preço do que compram, exigem qualidade, beleza e status adequado a sua auto-estima recém-conquistada. Essa é a grande oportunidade de conseguirmos a fidelização a um transporte rodoviário renovado e dessa forma garantir o apoio político para que os investimentos públicos finalmente tragam ao setor a qualidade que não pode ser obtida apenas pelos operadores. Será pre- ciso explorar todas as características do nosso produto em nosso favor, por exemplo, o transporte rodoviá- rio, semelhante ao automóvel, tem a capacidade de renovação constante de seu veículo apresentando a seus clientes sempre as tendências atua- lizadas de estilo como é exigido de qualquer produto atual. Foto: Vimo Produções Claudio de Senna Frederico é consultor internacional e atual Vice-Presidente da ANTP – Associação Nacional de Trânsito e Transporte Público. Também é membro da Divisão Latino-Ame- ricana da UITP – União Internacional de Transporte Público. Foi Secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo e Secretário de Serviços e Obras do Município de São Paulo.
Rei Da Strada Page 35 www.scania.com.br No 4/2008 • SCANIA REI DA ESTRADA 35 Rede Scania Veículos ALAGOAS - Rio Largo Movesa - Tel. (82) 3262-1414 movesa.alagoas@movesa.com.br AMAZONAS - Manaus Supermac - Tel. (92) 2101-4043 supermac@supermac-am.com.br BAHIA - Barreiras Movesa - Tel. (77) 3611-4831 movesa.barreiras@movesa.com.br - Feira de Santana Movesa - Tel. (75) 3321-9100 movesa.feira@movesa.com.br - Itabuna Movesa - Tel. (73) 3043-6010 movesa.itabuna@movesa.com.br - Salvador Movesa - Tel. (71) 2103-9100 movesa.salvador@movesa.com.br - Teixeira de Freitas Movesa - Tel. (73) 3311-3900 movesa.teixeira@movesa.com.br - Vitória da Conquista Movesa - Tel. (77) 4009-9100 movesa.conquista@movesa.com.br CEARÁ - Fortaleza Conterrânea - Tel. (85) 3307-2222 lisboa@conterranea.com.br DISTRITO FEDERAL - Brasília Varella - Tel. (61) 2104-5000 veiculos.df@varellaveiculos.com.br ESPÍRITO SANTO - Viana Venac - Tel. (27) 2123-7900 veiculos@venac.com.br GOIÁS - Aparecida de Goiânia Varella - Tel. (62) 4006-4000 varella@varellapesados.com.br - Rio Verde Varella - Tel. (64) 3611-5500 veiculos.rv@varellaveiculos.com.br MARANHÃO - Balsas Alpha - Tel. (99) 3542-9494 alpha.bls@alphamaquinas.com.br - Imperatriz Alpha - Tel. (99) 2101-6060 alpha.imp@alphamaquinas.com.br - São Luís Alpha - Tel. (98) 3214-1919 alpha.slz@alphamaquinas.com.br MATO GROSSO - Cuiabá Rota-Oeste - Tel. (65) 3611-5000 diretoria@rotaoeste.com.br - Rondonópolis Rota-Oeste - Tel. (66) 3411-5555 rondonopolis@rotaoeste.com.br - Sinop Rota-Oeste - Tel. (66) 3511-1500 sinop@rotaoeste.com.br MATO GROSSO DO SUL - Campo Grande P. B. Lopes - Tel. (67) 3326-5080 Homepage: www.pblopes.com.br - Dourados P. B. Lopes - Tel. (67) 3424-0015 Homepage: www.pblopes.com.br MINAS GERAIS - Contagem Itaipu - Tel. (31) 3398-0440 logistica@itaipumg.com.br - Governador Valadares Covepe - Tel. (33) 2101-9700 covepegv@covepegv.com.br - Inconfi dentes Itaipu - Tel. (31) 3398-0440 logistica@itaipumg.com.br - Matias Barbosa Itaipu - Tel. (32) 3273-8639 logistica@itaipumg.com.br - Montes Claros Itaipu - Tel. (38) 3213-2200 logistica@itaipumg.com.br - Palmeira das Missões Mecânica - Tel. (55) 3742-1770 mepal@mecacil.com.br - Passo Fundo Mecânica - Tel. (54) 2104-9600 mevepas@mecacil.com.br - Pelotas Suvesa - Tel. (53) 3274-3535 suvesa.pelotas@scania.com - Portão Suvesa - Tel. (51) 3562-8200 suvesa.portao@scania.com - Uruguaiana Centrodiesel - Tel. (55) 3413-1960 centro.diesel@scania.com - Vacaria Mecânica - Tel. (54) 3511-1433 mecacil@mecacil.com.br RONDÔNIA - Ji-Paraná Rovema - Tel. (69) 3421-5696 rovemaji-parana@rovema.com.br - Porto Velho Rovema - Tel. (69) 3222-2766 rovema@rovema.com.br - Vilhena Rovema - Tel. (69) 3322-3715 rovemavilhena@rovema.com.br SANTA CATARINA - Biguaçu Battistella - Tel. (48) 3296-0011 biguacu@battistella.com.br - Concórdia Battistella - Tel. (49) 3442-5011 concordia@battistella.com.br - Cordilheira Alta Battistella - Tel. (49) 3328-0111 cordilheiraalta@battistella.com.br - Itajaí Mevale - Tel. (47) 3341-0800 mevale@mevepi.com.br - Joinville Meville - Tel. (47) 3473-7597 meville@mevepi.com.br - Lages Battistella - Tel. (49) 3221-3411 lages@battistella.com.br - Piçarras Mevepi - Tel. (47) 3345-0577 mevepi@mevepi.com.br - Rio do Sul Mevesul - Tel. (47) 3525-3575 mevesul@mevepi.com.br - Tubarão Battistella - Tel. (48) 3628-0511 tubarao@battistella.com.br - Videira Battistella - Tel. (49) 3551-3211 videira@battistella.com.br SÃO PAULO - Araçatuba Quinta Roda - Tel. (18) 3631-1010 qrodaar@quintaroda.com.br - Araraquara Escandinávia - Tel. (16) 3301-1000 escandinavia@escandinavia.com.br - Bauru Quinta Roda - Tel. (14) 3223-2626 qrodaba@quintaroda.com.br - Caçapava Codema - Tel. (12) 3653-1611 codema.cacapava@scania.com - Guarulhos Codema - Tel. (11) 2199-5000 codema.guarulhos@scania.com Codema - Seminovos - Tel. (11) 2148-1400 codema.seminovos@scania.com - Jundiaí Codema - Tel. (11) 2136-8750 codema.jundiai@scania.com - Porto Ferreira Quinta Roda - Tel. (19) 3581-4144 qrodapf@quintaroda.com.br - Presidente Prudente P. B. Lopes - Tel. (18) 3908-7090 Homepage: www.pblopes.com.br - Registro Codema - Tel. (13) 3821-6711 codema.registro@scania.com - Muriaé Covepe - Tel. (32) 3729-3444 covepe@covepe.com.br - Patos de Minas Itaipu - Tel. (34) 3822-5555 logistica@itaipumg.com.br - Pouso Alegre Codema - Tel. (35) 2102-5600 codema.pousoalegre@scania.com - Uberlândia Escandinávia - Tel. (34) 3233-8000 escandinavia@escandinavia.com.br PARÁ - Marabá Itaipu Norte - Tel. (94) 3322-6262 maraba@itaipunorte.com.br - Marituba Itaipu Norte - Tel. (91) 4005-2222 itaipunorte@itaipunorte.com.br - Paragominas Itaipu Norte - Tel. (91) 3738-1684 paragominas@itaipunorte.com.br PARAÍBA - Campina Grande Movesa - Tel. (83) 3335-7034 movesa.paraiba@movesa.com.br PARANÁ - Cascavel Battistella - Tel. (45) 3225-6011 cascavel@battistella.com.br - Guarapuava Battistella - Tel. 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